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04/03/2010 - 12h49

"Não seremos o governo do terremoto, mas o da reconstrução", diz presidente eleito chileno

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta quinta-feira (4) que seu governo deverá ficar marcado pela reconstrução, referindo-se ao tremor que assolou o país no último sábado (27), deixando um rastro de destruição e mortes.

“Não seremos o governo do terremoto, mas sim o governo da reconstrução”, afirmou Piñera, após designar cinco novos responsáveis para cada uma das regiões mais afetadas pelo tremor: metropolitana de Santiago, O’Higgins, Maule, Biobío e Araucanía.

Piñera assegurou que, através de um eficiente plano de ação, seu governo enfrentará as consequências da catástrofe.

“Este plano tem quatro etapas muito definidas: enfrentar a emergência dos cidadãos, encontrar as pessoas que seguem desaparecidas, prestar pronta e oportuna ajuda aos enfermos e feridos e restabelecer a ordem pública para devolver a tranquilidade ao nosso povo”, explicou.

O terremoto, que foi seguido por um tsunami, deixou 802 mortos e mais de 2 milhões de atingidos, segundo as últimas informações oficiais. Esses números devem crescer, dizem as autoridades.

Piñera, empresário de direita, assume o poder no Chile no próximo dia 11 de março.

A solicitação de ajuda foi entregue à Unasur pelo embaixador do Chile em Quito, Juan Pablo Lira.

Sobreviventes

Equipes de resgate concentravam-se nesta quinta-feira nas buscas por corpos, com pouca esperança de encontrar sobreviventes, em algumas áreas do centro e do sul do Chile devastadas pelo trágico terremoto e tsunamis.

Dezenas de cadáveres começavam a aparecer, devolvidos pelo mar, cinco dias depois de um dos piores terremotos em um século.

Assustados por novos tremores fortes, moradores do litoral chileno acamparam em morros para fugir de eventuais ondas gigantes.

A presidente chilena, Michelle Bachelet, disse que o Chile provavelmente vai precisar de ajuda financeira internacional para reconstruir as zonas devastadas, o que pode demorar até quatro anos.

Mais sobre o terremoto

  • Foto aérea da cidade de Dichato depois da passagem do tsunami decorrente do tremor que abalou o Chile

Apesar de o número oficial de mortos permanecer em 802 há 24 horas, centenas de pessoas continuam desaparecidas, o que leva a crer que o número de mortos vai subir. Centenas de pessoas estavam utilizando redes sociais, como o Facebook, para localizar seus familiares.

Em Constitución, cidade no litoral chileno a 360 quilômetros ao sul de Santiago atingida por três tsunamis que varreram uma ilha onde estavam acampadas centenas de pessoas, equipes de resgate com cães adestrados procuravam corpos.

"Hoje estamos apenas nas operações de buscas de cadáveres. É muito pouco provável encontrar sobreviventes", afirmou à Reuters Humberto Silva, chefe das operações dos bombeiros na localidade de Coquimbo.

Alguns corpos foram levados pelo mar a praias da região, segundo uma testemunha da Reuters. Mergulhadores táticos foram destinados para recolher os corpos.

Apesar de a indústria mineradora, crucial na economia chilena, ter retomado suas atividades, a infraestrutura fundamental (como refinarias, usinas siderúrgicas e de celulose, fábricas de alimentos e estradas) foram bastante danificadas.

"Acredito que (a recuperação vai levar) pelo menos praticamente todo o próximo governo, ou pelo menos três anos do próximo governo", afirmou Bachelet a uma rádio.

"Este é um terremoto devastador, (magnitude) 8,8, afetou várias regiões do país com graus distintos, e acredito que ainda não temos a dimensão exata dos danos em algumas parte", acrescentou.

*Com agências internacionais

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