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04/03/2010 - 01h15

Novo terremoto, agora com 6,1 graus, atinge o Chile

Agência EFE
Santiago do Chile

Correspondente do UOL em Santiago conta o que sentiu:

Nesta quarta-feira aconteceram 11 réplicas do terremoto de sábado passado em várias regiões do Chile. Em Santiago, houve um tremor às 17h. Nesse momento, estava andando pelo centro da cidade e não senti nada. Fiquei até frustrado quando me perguntaram e tive que falar que não percebi nada. Mas a sensação veio finalmente às 23h, quando aconteceu o último sismo do dia. Instalado no sexto andar do hotel, eu estava escrevendo uma reportagem quando a mesa onde estava o computador começou a mexer. Na sequência, a janela deu um tranco. Durou um minuto, mal deu tempo de pensar em sair, mas deu um frio na barriga. Foi de intensidade de 6,1 graus na escala Richter.

Rodrigo Bertolotto, repórter

Um terremoto de 6,1 graus na escala Richter atingiu na noite desta quarta-feira (03) a cidade de Santiago do Chile, no maior abalo secundário desde o sismo de 8,8 graus do último sábado.

O epicentro do novo tremor, que deixou às escuras parte do município de Lampa, no norte da Região Metropolitana de Santiago, ficou a 39 quilômetros a sudoeste de Valparaíso, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitora a atividade sísmica no mundo.

O abalo aconteceu às 23h locais na terça-feira (mesmo horário de Brasília), e foi sentido, além de Santiago, na região de Valparaíso. 

Mortos

Embora os abalos desta quarta-feira não tenham causado estragos, a presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou, com lágrimas nos olhos, que o número de mortos pelo terremoto de sábado passa de 800 e poderá subir. Até o momento o governo já confirmou a morte de 802 pessoas, mas ainda restam desaparecidos.

O número foi divulgado na sede do Escritório Nacional de Emergência pelo subsecretário do Interior, Patrício Rosende. Quatro dias depois de um dos terremotos mais violentos da história, helicópteros, lanchas e equipes de socorro continuam à procura de sobreviventes.

"Tenho a impressão de que vai haver mais mortos", disse Bachelet com a voz embargada durante uma entrevista à rádio chilena Cooperativa. Na entrevista, a presidente do Chile destacou o apoio internacional que o país vem recebendo e destacou que o momento não é de caça às bruxas, já que muitos tentam imputar no governo dela as falhas pelo atraso na ação da Marinha em evacuar a área atingida por um tsunami após os tremores do dia 27 de fevereiro, no litoral do país.

Bachelet, que finaliza seu mandato na próxima semana, disse que os chilenos precisam se unir para levar o país adiante. “Aqui o que corresponde é colocar-nos para pensar primeiro na emergência e depois, na hora da reconstrução do país, nas medidas que devemos tomar para que não volte a ocorrer isso”, concluiu.

O custo da catástrofe ainda é incerto, embora alguns especialistas calculem os prejuízos em pelo menos US$ 30 bilhões.

 

 

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