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05/03/2010 - 12h55

Chile descarta alerta de tsunami após dois novos tremores

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Apesar dos dois novos tremores de magnitude 6 e 6,6 atingirem a costa do Chile na manhã desta sexta-feira (5), o Serviço de Alertas de Tsunami do Pacífico descartou a possibilidade de um novo tsunami no país. Inicialmente, os tremores haviam sido calculados com magnitude 6,3 e 6,8, mas os dados foram posteriormente revisados.

O primeiro sismo aconteceu às 6h19 (hora local, mesmo fuso de Brasília), durou cerca de um minuto, e assustou os moradores de Concepción, no sul do Chile, uma das regiões mais atingidas pelo forte terremoto de sábado passado.

O segundo ocorreu às 8h47. O epicentro localizou-se na costa da região de Bio-Bio, a 33 km de profundidade, a 30 km da cidade de Concepción e a 420 km da capital, Santiago.

Por conta dos tremores, a energia elétrica foi cortada por alguns minutos. E, embora a cidade estivesse naquele horário sob toque de recolher, várias pessoas saíram às ruas com medo.

"Este de agora foi mais forte. Este que começou eu disse: aí vem de novo (o terremoto e tsunamis)", disse Cristián Ruiz, um engenheiro de pesca de 38 anos.

Luto
Ao mesmo tempo em que prosseguem as operações de resgate e ajuda em uma ampla área do sul do país, a presidente Michelle Bachelet decretou luto de três dias e pediu que os compatriotas hasteiem a bandeira do país em suas casas.

"A presidente da República decretou no dia de hoje três dias de luto nacional, a contar da zero hora de domingo, 7 de março, em memória dos chilenos e chilenas falecidos", afirmou o subsecretário do Interior, Patricio Rosende.

Rosende leu ainda uma lista de 279 pessoas mortas no terremoto que foram plenamente identificadas, mas não informou se o novo número é uma revisão para baixo do balanço oficial de 802 mortos, divulgado na quarta-feira. Ele também não divulgou o número de falecidos que não foram identificados ou o número de pessoas consideradas desaparecidas.

O número de mortos deve ser reavaliado pelo governo chileno, após possível erro do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), que recebeu duras críticas por sua atuação na tragédia.

Na quinta-feira, depois de verificar a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das áreas mais afetadas, Bachelet afirmou que entre os quase 600 mortos anunciados para a região de Maule há 200 pessoas que na realidade estão desaparecidas. Segundo ela, a discrepância pode ser atribuída ao fato de que em alguns municípios o número de mortos teria sido somado ao dos desaparecidos.

A presidente citou ainda, pela primeira vez, a reconstrução do país, que, segundo ela, vai levar pelo menos três anos --ou quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.

Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega hoje ao Chile. Ele deve visitar no sábado a região do desastre e avaliar os prejuízos.
 

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