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05/03/2010 - 07h00

Após terremoto, chilenos esperam que novo presidente seja capaz da reconstrução

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Há uma semana o Chile está enfrentando tremores de terra, tsunamis, queda dos serviços públicos básicos e ondas de saques em diversas regiões do país. Nesse cenário o presidente eleito, Sebastián Piñera, assumirá o cargo na próxima quinta-feira (11) – e os chilenos esperam que ele esteja à altura do desafio.

“O Chile é um país em ascensão, economicamente forte, com muitos negócios. E por causa disso esperávamos mais do governo de esquerda da presidente Michelle Bachelet”, afirmou à agência AP Amanda Ruiz, secretária em uma empresa de construções. “Estamos desiludidos.”

A desilusão com a coalizão governista – uma das causas da derrota do candidato de Bachelet, Eduardo Frei, nas últimas eleições – se soma a um cenário de destruição. A contagem oficial de mortos já relata mais de 800 vítimas do tremor do último sábado.

“Eu acho que Piñera tem a habilidade para conseguir”, disse Luis Omar Cid Jara, empresário da cidade chilena de Dichato, que teve sua padaria destruída.

Os críticos dizem que, no início, Bachelet hesitou em convocar os militares para fornecer auxílio nas regiões afetadas, uma vez que ainda existe na memória a imagem da repressão militar durante os anos da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

Piñera, um empresário conservador, prometeu modernizar o sistema de resposta a desastres e criticou “a falta de coordenação e a fraqueza que essa tragédia exibiu com brutal eloquência”.

O presidente eleito já nomeou novos governadores para as seis regiões mais atingidas e ordenou que ocupassem os cargos mesmo antes de sua posse, anunciando como prioridades encontrar os desaparecidos, reestabelecer a ordem e a lei e atender os feridos.

Ele também disse que trabalharia com os militares de modo mais próximo que o governo em final de mandato, e anunciou que a reconstrução será feita “com os mais modernos e eficientes padrões”.

O tremor com magnitude de 8,8 graus na escala Richter – um dos mais fortes já registrados – e os tsunamis que foram provocados atingiram cerca de 80% do Chile e afetaram dois milhões de pessoas.

Nesse contexto, Piñera planeja uma posse austera, com presença breve dos líderes estrangeiros para que a polícia possa se concentrar nos trabalhos das zonas de emergência. Após assumir oficialmente a chefia do país, o novo presidente promete voar imediatamente para a região mais afetada .

*Com agências internacionais

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