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05/03/2010 - 21h07

Chile registra mais de 250 réplicas em uma semana

Carlos Iavelberg
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Desde o forte terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter registrado na madrugada do último sábado (27), a terra ainda não parou de tremer no Chile.

De acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o país andino tinha sofrido 248 réplicas de magnitude igual ou superior a 4,5 na escala Richter até as 17h53 (no horário chileno, o mesmo de Brasília) desta sexta-feira (5).

O número de tremores abaixo dessa magnitude deve ser ainda maior, segundo o chefe do observatório sismológico da UnB (Universidade de Brasília), Jorge Sand França.

As réplicas registradas pelo USGS indicam que, em média, o Chile treme cerca de 35 vezes ao dia, ou seja, uma vez a cada 42 minutos.

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Segundo o sismólogo Jorge Sand França, “réplica é qualquer tremor que ocorra depois de um grande terremoto”. O especialista também explica que os epicentros dos tremores devem estar numa área próxima ao epicentro do primeiro sismo para serem classificados como réplica. No caso do Chile, a zona inclui uma área de 880 km².

Embora pondere que é difícil falar em “padrão” na sismologia, França afirma que é comum observar réplicas dessas magnitudes depois de um sismo como o que atingiu o Chile. “Isso [as réplicas] é até bom, porque assim a energia [acumulada nas placas tectônicas] vai sendo liberada aos poucos”, diz.

Segundo o sismólogo, em teoria, isso retardaria -mas não evitaria- a probabilidade de ocorrer um outro terremoto de grande proporção na região. “Se tivesse uma calmaria [nas réplicas], poderíamos esperar um novo terremoto em alguns anos. Talvez uns 3 ou 5 anos. Mas isso é tudo especulação. A sismologia é uma ciência muito nova”, comenta.

França explica que é normal que as réplicas sigam ocorrendo em um período de até três meses após o terremoto. O Haiti, atingido por um sismo no dia 12 de janeiro deste ano, ainda segue registrando réplicas.

Dos 248 tremores contabilizados pelo USGS, 12 foram de magnitude igual ou superior a 6,0 na escala de Richter. O maior deles, de 6,6, ocorreu na manhã desta sexta-feira e provocou pânico na população.

"Este de agora foi mais forte. Assim que começou eu disse: ‘Aí vem de novo [o terremoto e tsunamis]’", disse Cristián Ruiz, um engenheiro de pesca de 38 anos, à agência de notícias Reuters. As Forças Armadas do Chile, entretanto, asseguraram que os últimos tremores não geraram tsunamis.

Ainda segundo França, a tendência é que nenhuma réplica atinja uma magnitude como a do terremoto de sábado.

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