UOL Notícias Notícias
 

05/03/2010 - 08h41

Chile vive novo tremor de 6,3 graus e anuncia luto nacional

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
  • Cenário de destruição na região afetada pelo terremoto no sul do Chile

    Cenário de destruição na região afetada pelo terremoto no sul do Chile

No dia em que governo chileno decretou três dias de luto nacional, a partir do próximo domingo (7), pelas vítimas do terremoto que deixou mais de 800 mortos, o país viveu um novo tremor, de 6,3 graus de magnitude na escala Richter. O sismo aconteceu às 6h19 (na hora local e em Brasília), durou cerca de um minuto, e assustou os moradores de Concepción, no sul do Chile, uma das regiões mais atingidas pelo poderoso terremoto de sábado passado.

Por conta do novo tremor, a energia elétrica chegou a ser cortada por alguns minutos. E, embora a cidade esteja sob toque de recolher até o meio-dia, várias pessoas saíram às ruas com medo.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro foi no mar, a 48 quilômetros da costa de Concepción. A Marinha chilena descartou minutos depois a possibilidade de uma onda gigante. "As características do sismo não reúnem as condições para gerar um tsunami", assinalou o órgão.

Minutos antes do tremor, às 6h08, houve outro, de 4,7 graus e com epicentro em terra firme perto de San Rosendo, cerca de 570 quilômetros ao sul de Santiago. Durante a madrugada houve outros terremotos, o primeiro às 0h34 e de 5,7 graus.

Luto
Ao mesmo tempo em que prosseguem as operações de resgate e ajuda em uma ampla área do sul do país, a presidente Michelle Bachelet decretou luto de três dias e pediu que os compatriotas hasteiem a bandeira do país em suas casas.

"A presidente da República decretou no dia de hoje três dias de luto nacional, a contar da zero hora de domingo, 7 de março, em memória dos chilenos e chilenas falecidos", afirmou o subsecretário do Interior, Patricio Rosende.

Rosende leu ainda uma lista de 279 pessoas falecidas no terremoto que foram plenamente identificadas, mas não informou se o novo número é uma revisão para baixo do balanço oficial de 802 mortos, divulgado na quarta-feira. Ele também não divulgou o número de falecidos que não foram identificados ou o número de pessoas consideradas desaparecidas.

O número de mortos deve ser reavaliado pelo governo chileno, após possível erro do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), que recebeu duras críticas por sua atuação na tragédia.

Na quinta-feira, depois de verificar a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das áreas mais afetadas, Bachelet afirmou que entre os quase 600 mortos anunciados para a região de Maule há 200 pessoas que na realidade estão desaparecidas. Segundo ela, a discrepância pode ser atribuída ao fato de que em alguns municípios o número de mortos teria sido somado ao dos desaparecidos.

A presidente citou ainda, pela primeira vez, a reconstrução do país, que, segundo ela, vai levar pelo menos três anos --ou quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.

Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega hoje ao Chile. Ele deve visitar no sábado a região do desastre e avaliar os prejuízos.

* Com agências internacionais.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host