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05/03/2010 - 15h40

Lula cancela viagem e não participará de posse de Piñera no Chile

Talita Boros*
Do UOL Notícias
Em São Paulo
  • Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, durante encontro em Santiago

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, durante encontro em Santiago

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que não viajará ao Chile no próximo dia 11 de março para a cerimônia de posse do presidente eleito do país, Sebastián Piñera. Segundo fontes do planalto, o presidente decidiu cancelar a viagem por ter encontrado recentemente Piñera durante a cúpula latino-americana e caribenha realizada em Playa del Cármen, México, além de ter visitado o Chile na última segunda-feira (1º). Por esse motivo Lula preferiu cumprir compromissos domésticos, como a preparação da segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Lula foi o primeiro chefe de Estado a chegar ao Chile após o terremoto. Durante o encontro com a presidente Michelle Bachelet, Lula anunciou o envio do hospital de campanha da Marinha e de equipes de busca e salvamento, mobilizadas pela Secretaria Nacional da Defesa Civil.

A presidente chilena elogiou o apoio do colega brasileiro. "Queria agradecer o presidente Lula, que demonstra uma vez mais o grande líder que é", declarou Bachelet durante o encontro.

O hospital de campanha brasileiro (HCamp), começa a prestar atendimentos médicos às vítimas dos tremores na tarde desta sexta-feira (5). A estrutura está montada na periferia capital chilena, próximo ao Hospital Félix Bulnes, uma dos locais mais carentes de Santiago.

A unidade hospitalar tem 26 médicos da Marinha do Brasil e conta com duas UTIs; gerador; equipamentos para realização de exames; uma ambulância; mantimentos e água para um período de 30 dias, conforme informações oficiais. Para a construção dela, foram necessários seis vôos da aeronave “Hércules”, da FAB (Força Aérea Brasileira), para o transporte de material.

Distúrbios
Embora a ajuda humanitária internacional tenha chegado ao país, os conflitos continuam e mais de 300 pessoas foram detidas nas últimas horas por terem participado de tumultos nos últimos dias e durante a vigência do toque de recolher decretado pelo governo.

"Carabineiros informaram que entre ontem (quinta-feira) e hoje (sexta) foram feitas 327 detenções entre as regiões Metropolitana e Bio Bio, ligadas a situações observadas após o terremoto", disse em entrevista à imprensa Patricio Rosende, subsecretário do Interior.

Segundo ele, 216 das pessoas detidas violaram o toque de recolher, mas esclareceu que "o país está em ordem, seis dias depois do maior desastre natural da história do Chile".

"Foram realizadas manifestações pacíficas para solicitar, principalmente, o restabelecimento da energia elétrica", revelou.

Em informe sobre a situação em todo o país, o funcionário disse que até em locais mais afastados "temos conseguido manter o envio constante de alimentos e bens de primeira necessidade".

"Foram entregues, inclusive, rações alimentícias quentes em localidades afastadas e de muito difícil acesso das regiões de Maule e Bio Bio. Com isso, está sendo possível atender a 250 mil pessoas diariamente".

Rosende informou que na cidade de Constitución, foi instalado um refeitório para 6.000 pessoas e outras 30 cantinas nas demais zonas devastadas.

Entre as regiões de Valparaíso e Araucanía foram levantados 13 hospitais de campanha que estão em pleno funcionamento, segundo o funcionário.

"O país conta com abastecimento em quantidade suficiente de gasolina e diesel", afirmou.

 *Com informações de Camila Campanerut do UOL Notícias e agências internacionais

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