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08/03/2010 - 11h24

Piñera quer aumentar número de regiões em estado catástrofe; presença militar no país é a maior em 20 anos

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, reforçou na manhã desta segunda-feira (8) que sua equipe de governo estuda a possibilidade de estender a zona de catástrofe do país. A ideia é manter as forças militares mobilizadas por mais tempo, já que eles cumprem um papel que vai “muito além da manutenção da ordem pública”. A declaração foi dada à edição online do jornal chileno "La Tercera".

Os chilenos, que não convivivam com a presença militar desde o retorno da democracia ao país há 20 anos, receberam os soldados com entusiasmo na cidade de Concepción, região mais afetada pelo terremoto e alvo de saques e de posterior toque de recolher --medida que não era adotada desde os anos 80.

Há informações de que a presidente Michelle Bachelet teria relutado em decretar as áreas afetadas como de "catástrofe", por causa da aversão aos 17 anos de regime militar comandado por Pinochet.

O presidente eleito também criticou a ausência de tecnologia antiterremoto em edifícios mais novos que caíram após o terremoto do último dia 27. “Precisamos de inteligência no planejamento das cidades”, disse. O presidente eleito que toma posse na próxima quinta-feira (11) também lembrou que ainda não é possível afirmar quanto tempo demorará a reconstrução do país.

A oposição já sinalizou cooperação para ajudar Piñera na reconstrução do país. Segundo analistas, a presidente Michelle Bachelet já está com a imagem pública bastante desgastada depois da lentidão da ajuda e da contenção dos saques e agora todas as esperanças voltam-se para Piñera.

Desaparecidos
Neste domingo (7), cerca de 80 pessoas que estavam desaparecidas após a tragédia foram encontradas com vida. De acordo com dados oficiais do ministério do Interior, ainda existe o registro de 180 pessoas que sumiram após o terremoto.

"É muito difícil informar uma lista, porque nos últimos dias cerca de 80 pessoas que eram dadas como desaparecidas foram localizadas em diferentes abrigos das comunidades afetadas", disse o vice-ministro do Interior, Patricio Rosende.

Depois de admitir erros na contagem das vítimas, o governo chileno mantém o número oficial de 452 mortos, identificados com nome e sobrenome. Dados iniciais apontavam para mais de 800, mas devido às dificuldades para identificar mortos ou encontrar pessoas nas áreas do desastre, todos os números oficiais são parciais.

  *Com informações de agências internacionais


 

 

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