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09/03/2010 - 09h50

Bachelet calcula em cerca de US$ 5 milhões total necessário para reconstruir infraestrutura e hospitais

Renata Giraldi
Enviada Especial da Agência Brasil
Em Santiago (Chile)

A dois dias de deixar o governo, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, faz as contas dos estragos e das necessidades emergenciais do país devastado parcialmente por tremores de terra e tsunamis. Ontem, o Ministério do Interior anunciou que há 497 mortos. Anteriormente, chegou a ser anunciado um total de 802 mortes, mas o governo recuou alegando que foram incluídos na contagem os desaparecidos. Só para as áreas de infraestrutura e saúde serão quase US$ 5 milhões.

Pelas estimativas oficiais, apenas para a reconstrução da área de infraestrutura serão necessários US$ 1,2 milhão e mais US$ 3,6 milhões somente para a rede hospitalar. A maior parte dos atendimentos tem sido feita em hospitais de campanha – muitos emprestados por governos estrangeiros, como o Brasil.

Os empresários dos setores vinícola, de pescado e agrícola reclamam das perdas. Os produtores de cobre calculam que em decorrência das necessidades da construção civil o preço do produto deverá sofrer uma alta elevada. O cobre é o principal produto da balança comercial chilena.

Preocupada com as críticas e as dificuldades que enfrenta, Bachelet desistiu de anunciar uma espécie de campanha publicitária cujo conteúdo principal seria o balanço de seus atos nos quatro anos de governo. Também cancelou eventos que participaria em comemoração ao Dia da Mulher – que foi ontem.

Até a ocorrência dos abalos sísmicos, a presidente vivia no conforto de obter 81% da aprovação popular. Certa da sua aceitação entre os chilenos, no começo do ano, Bachelet anunciou que se candidataria à Presidência da República em 2014. Mas agora não menciona mais o assunto.

De acordo com assessores, Bachelet vai manter sua agenda de visitar as vítimas, cobrar os atendimentos emergenciais e coordenar as ações. As áreas mais afetadas estão no Centro e Sul do Chile. Lentamente o comércio e os bancos nas cidades localizadas nestas áreas reabrem suas portas. O receio é com os saques e a violência. Por esta razão o governo mantém militares nas ruas e o toque de recolher.

Em Santiago os sinais do terremoto do último dia 27 e dos tremores de terra que se seguiram também estão presentes. Um dos setores mais atingidos da capital é o centro da cidade: um prédio inteiro de apartamentos foi esvaziado porque pode cair a qualquer momento. Outros três edifícios estão sob supervisão porque as estruturas físicas foram consideradas frágeis.

Na região da estação central de Mapotcho e da Universidade de Santiago algumas pessoas optaram por ficar nas ruas, dormindo sob o céu, a voltar para casa. Elas temem que novos tremores de terra ocorram e derrubem suas casas. Até a ocorrência dos tremores de terra e tsunamis eram raras as cenas de moradores de rua nas principais avenidas da capital.

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