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09/03/2010 - 09h36

Dez dias depois do pior terremoto dos últimos 50 anos, Chile tenta retomar normalidade

Renata Giraldi
Enviada Especial da Agência Brasil
Em Santiago (Chile)

Dez dias depois do maior terremoto ocorrido no Chile nos últimos 50 anos, o país tenta retomar a normalidade. Mas os sinais de destruição estão em toda parte – da capital, Santiago, ao sul do país. No aeroporto internacional, os principais serviços, como segurança e aduana, foram transferidos para tendas de emergência.

Os prédios do aeroporto foram fechados, porque os tetos despencaram e o sistema de controle dos elevadores parou de funcionar. A previsão é que somente em um mês seja normalizado o funcionamento.

O terremoto do último dia 27, que atingiu 8,8 graus na escala Richter, e os demais tremores de terra e tsunamis deixaram rastros por toda parte. Na chegada ao Aeroporto de Santiago, os passageiros identificam as bagagens e entram nas tendas para a apresentar documentos. Os cães farejadores revistam as bagagens, enquanto os funcionários da segurança e aduana analisam a documentação.

A apreensão dos chilenos que estavam fora do país no momento dos abalos é visível. Eles perguntam para os comissários de bordo detalhes sobre os efeitos dos tremores e tsunamis e se calam a cada resposta. Há poucas conversas e os telefonemas são feitos assim que autorizados.

No aeroporto, o sistema de informática foi momentaneamente substituído pelo uso de notebooks. Apenas 60% do aeroporto estão em operação. Mas os principais voos oriundos de outros países foram mantidos, embora com atrasos e lotação máxima.

“A vida aqui não está fácil. Mas está bem pior no Sul e na região costeira. Seguimos lutando e nos ajudando”, afirmou o motorista de táxi Roberto Carlos Cacella. “Estão [os funcionários do governo] tentando facilitar nossa vida para o pagamento de taxas e impostos. Mas é muito doloroso ver tanta destruição.”

Em Santiago, nas pistas que ligam o aeroporto ao centro da cidade foram abertas fendas profundas e extensas, que estão sendo consertadas. Segundo o taxista, caíram pontes e passarelas. Os carros que passavam pelos locais despencaram, mas não houve mortos nem feridos nesses acidentes.

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