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10/03/2010 - 20h38

Diretora de instituição chilena que alerta sobre terremotos renuncia ao cargo

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Santiago (Chile)
  • O tsunami gerado pelo terremoto do dia 27 de fevereiro devastou a cidade chilena de Talcahuano

    O tsunami gerado pelo terremoto do dia 27 de fevereiro devastou a cidade chilena de Talcahuano

A diretora-geral do Escritório Nacional de Emergência, órgão que alerta sobre terremotos no Chile, Cármen Fernandez, renunciou nesta quarta-feira (10) ao cargo. A renúncia ocorreu 11 dias depois de o país ter sofrido um terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter.

Cármen deixa o cargo sem dar explicações sobre os motivos de sua saída, mas, ontem (9), ela havia negado a intenção de abandonar a função. Conhecido pela sigla Onemi, o Escritório Nacional de Emergência é ligado ao Ministério do Interior.

O órgão mantém um sistema online de informações sobre ocorrências de tremores de terra em todo o Chile. O serviço é atualizado em tempo real. O ministro do Interior, Edmondo Yome, lamentou a saída de Cármen e elogiou sua atuação no comando do Onemi.

Hoje, a região de Bío-Bío amanheceu com mais abalos. O Ministério do Interior informou que às 6h05 houve um terremoto de 4 graus na escala Richter, que atingiu as cidades de Concepción, a segunda maior do país e uma das mais afetadas pela catástrofe dos últimos dias, e de Talcahuano.

Ontem (9), também foram registrados novos tremores, de 2 a 3 graus, no final da tarde, atingindo as cidades de Valparaíso (sede administrativa do governo federal), Santiago, Melipilla, Talagante, Quillota, além de San Antonio, Pichilemu e San Fernando.

Demissão
Na semana passada, a Marinha chilena destituiu o chefe de seu Serviço Hidrográfico e Oceanográfico (SHOA, na sigla em espanhol), organismo apontado como responsável por não ter emitido um alerta de tsunami após o terremoto.

A Marinha chilena causou polêmica ao assumir a responsabilidade por não ter emitido um alerta de tsunami, que inclusive foi descartado pelo SHOA nos primeiros momentos após o terremoto.

No entanto, enormes ondas atingiram e arrasaram diversas cidades litorâneas das regiões de Maule e Bío-Bío, com um balanço ainda incerto de mortos e desaparecidos.

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