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12/03/2010 - 14h00

Setor de turismo do Chile perde 50% das reservas depois de terremoto

Talita Boros
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O terremoto do último dia 27 diminuiu consideravelmente o fluxo de turistas estrangeiros ao Chile. De acordo com Mauro Magnani, vice-presidente da Associação Hoteleira do país, apesar de 90% da infraestrutura hoteleira estar fucionando normalmente, 50% das reservas foram canceladas na semana seguinte à tragédia.
 

Cidades perdem história:

  • Rodrigo Bertolotto/UOL Notícias

    Fachada de casa desmoronada no centro histórico de Talca, região atingida pelo terremoto

  • Rodrigo Bertolotto/UOL Notícias

    Metade de palacete no bairro Brasil, em Santiago, veio abaixo com o terremoto de 27 de fevereiro


Segundo informações do Serviço Nacional de Turismo do país, os principais destinos e atrativos do país –o vilarejo de São Pedro do Atacama, a Ilha de Páscoa, a montanha Torres del Paine e outras regiões da Patagônia– permanecem em pleno funcionamento e oferecem planos de evacuação e demais ações para garantir a segurança dos visitantes.

Oscar Santelices, diretor nacional do órgão, explica que os pequenos e médios empreendedores turísticos, principalmente os situados nas cidades costeiras atingidas pelo tsunami, foram os mais afetados pela queda de movimento dos turistas. Segundo ele, os outros locais pouco sofreram com o terremoto.

O aeroporto internacional de Santiago, seriamente danificado pelo tragédia, já funciona praticamente com 100% da capacidade e voltou a operar voos regulares, mesmo atendendo a imigração e outros serviços em tendas de emergência. As lojas e a praça de alimentação são as únicas áreas que ainda não foram completamente reestabelecidas. Segundo o governo, o tráfego rodoviário na cidade de Santiago e região também está funcionando sem maiores problemas.

O Serviço Nacional de Turismo destaca que a cidade portuária de Valparaíso, um dos destinos mais procurados pelos turistas, foi o local que mais sofreu danos de infraestrutura. Apesar disso, o órgão responsável diz que apenas os edifícios mais antigos da cidade sofreram avarias.

Os vulcões e lagos da região de Bío Bío, uma das mais prejudicadas pela tragédia, são os únicos destinos que o órgão aponta com maiores problemas, principalmente quanto às estradas de acesso aos pontos turísticos.

Segundo Santelices, os órgãos ligados aos hotéis, pousadas, agências de turismo e companhias aéreas chilenas agora buscam reforços para promover o país junto à comunidade internacional e recuperar o turismo local.

Brasileiros
Ao todo, 700 turistas brasileiros estavam no Chile no dia do terremoto de 8,8 graus na escala Richter. Segundo o embaixador do Brasil no Chile, Mario Vilalva, todos que queriam retornar para o país já conseguiram: 150 viajaram em voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e os demais retornaram em aviões comerciais.

 

“Tentamos ajudar a todos que queriam voltar para casa e acho que conseguimos. Inicialmente, houve um pânico natural porque no Brasil as pessoas não estão acostumadas com terremotos”, afirmou Vilalva. “Depois do primeiro tremor mais intenso, muitos vieram até a embaixada, outros foram ao Consulado do Brasil e vários telefonaram.”

Para atender os brasileiros, o embaixador montou um esquema de plantão, inclusive no fim de semana. Ele informou que as demandas variaram desde pedidos para retornar ao Brasil até orientações sobre problemas de saúde, uma vez que algumas pessoas ficaram sem medicamentos. “Temos médicos que atendem a embaixada e o consulado e que deram assistência para quem estava no Chile só de passagem”, disse.

O próprio Vilalva e sua família foram atingidos pelos efeitos do terremoto. A residência oficial do embaixador teve parte da sua estrutura destruída: despencou a claraboia, as paredes racharam e os azulejos se soltaram. Segundo o diplomata, a casa do século 19 havia resistido a tremores anteriores, mas desta vez foi abalada.

"O tremor do dia 27 foi tão forte que a primeira reação que se tem é perguntar o que está acontecendo e sair correndo para um lugar seguro. Foi exatamente isso que eu e minha mulher fizemos”, disse Vilalva. Segundo especialistas, o terremoto de 8,8 graus de magnitude durou cerca de três minutos e atingiu as regiões central e sul do Chile.

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