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14/03/2010 - 10h07

Governo e população se apegam ao patriotismo e à história para reerguer Chile

Renata Giraldi
Enviada Especial da Agência Brasil
Em Santiago (Chile)

Duas semanas depois do pior dos terremotos dos últimos 50 anos, as autoridades e a população do Chile indicam que há um esforço coletivo para refazer o país. A palavra “reconstrução” é constante nos discursos do novo presidente da República, Sebastián Piñera, que assumiu o governo na semana passada, e também nas conversas dos chilenos. A bandeira do Chile está na maioria das janelas das casas, lojas e departamentos públicos como sinal de apoio.

Há ainda cartazes, faixas e outdoors com frases, como: “Chile Vive”, “Avante Chile” e “Juntos Conseguiremos”. Nos canais de televisão, há comerciais agradecendo a ajuda do Brasil e de outros países que colaboram com o Chile. Nas ruas, os chilenos lembram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro a desembarcar no país para prestar solidariedade e apoio.

Para o comerciante Juan Carlos Canales, de 47 anos, a história da independência chilena resume como será a reconstrução do país. “Somos um povo valente e rebelde. Os povos que estavam aqui nesta terra, os maputis, quando os espanhóis chegaram para conquistar o Chile, reagiram e brigaram por não aceitar o domínio, assim somos nós”, disse ele.

O ator Júlio Gonsalez, de 28 anos, disse que os chilenos sabem conviver com as adversidades. “O chileno está acostumado com esses abalos sísmicos, mas ama o país e quer continuar a viver aqui, então vai se esforçar para melhorar as circunstâncias”, afirmou.

Campanhas de arrecadação de comida, água, cobertores e até bicicletas para cerca de 2 milhões de pessoas atingidas pela série de tremores de terra e tsunamis, que afetam o país desde o último dia 27 e se repetiram durante a última semana - com menor intensidade -, mobilizam o Chile do Norte ao Centro. As áreas mais atingidas estão em parte do Centro e Sul do país.

Consciente do trabalho que terá pela frente, o novo presidente chileno assumiu o governo ao meio-dia do último dia 11. No mesmo dia, à tarde, seguiu com a primeira-dama, Cecília Morel, e parte de sua equipe - 18 ministros e 23 secretários - para as cidades atingidas pelos terremotos. Ontem (13), Piñera voltou a outras áreas afetadas e conversou com algumas vítimas.

Depois de visitar as cidades mais atingidas pelos abalos, Piñera afirmou que nesta semana envia ao Congresso Nacional um pacote de medidas para reeguer o país, baseado na aplicação do Fundo Nacional de Reconstrução.

Segundo o presidente, o fundo se baseia na austeridade e racionalização dos gastos, na utilização de parte dos investimentos acumulados, no uso de créditos e externos e ainda na implantação de uma lei de doações para o apoio da iniciativa privada. De acordo com ele, a estimativa é de que serão necessários US$ 30 bilhões. “Só com austeridade e esforço vamos conseguir executar o planejado”, disse.

No Congresso Nacional, os parlamentares defendem que o abono anunciado por Piñera, no valor de US$ 80, seja reajustado para US$ 200. O dinheiro será doado para as famílias mais pobres do Chile que mantenham filhos nas escolas.

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