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19/03/2010 - 19h20

Chile fará ajuste fiscal de US$ 700 milhões após terremoto

Antonio de la Jara
Em Santiago

O Chile realizará um ajuste fiscal superior a US$ 700 milhões para arcar com o programa de reconstrução do país depois do terremoto e dos tsunamis de fevereiro, disse na sexta-feira o ministro da Fazenda, Felipe Larraín.

Marinheiro devolve US$ 7,6 mil achados em destroços

"Recolhi tudo o que caiu e coloquei dentro. Enquanto fazia isso, pensei que o dono sentiria falta do dinheiro. Aí liguei para um policial e depois avisamos a polícia chilena", disse o cabo Carlos Gómez, marinheiro da fragata Almirante Torre.

Essa é a primeira decisão importante do recém-empossado governo do milionário centro-direitista Sebastián Piñera, como parte de um pacote ainda em elaboração que tenta manter a competitividade da economia chilena, que vinha reagindo após a recessão de 2009, a primeira em uma década.

Estima-se que o terremoto de magnitude 8,8 tenha deixado prejuízos em torno de US$ 30 bilhões. Há alguns dias, Piñera anunciou a criação de um fundo para a reconstrução, financiado por diversas fontes.

"O ajuste começa em casa. Vai nos doer, mas conversamos com o presidente e vamos fazer um ajuste fiscal superior a US$ 700 milhões do orçamento já aprovado para aportar ao fundo de reconstrução", disse Larraín.

Segundo ele, também serão mobilizados recursos dentro de vários ministérios para apoiar o plano, mas ele não citou quantias nem os ministérios envolvidos.

O terremoto de 27 de fevereiro no centro-sul do Chile, o quinto mais potente da história moderna, deixou pelo menos 452 mortos identificados e pelo menos cem desaparecidos. Foi a pior tragédia no país em meio século, destruindo 200 mil casas, dezenas de hospitais e centenas de escolas.

Na sexta-feira, o governo anunciou também seu primeiro pacote de ajuda habitacional, educacional e para a pesca.

Diante da magnitude dos danos, o ministro da Fazenda disse que serão necessárias medidas de diversos tipos, mas que isso não impedirá um crescimento médio de 6 por cento ao ano nos próximos quatro anos, após uma contração de 1,5 por cento em 2009.

"Nosso propósito continua sendo alentar o crescimento econômico", disse Larraín, para quem é "propício" que o Chile tenha as melhores condições de crédito na América Latina. "Provavelmente vamos recorrer a algo de endividamento (externo), a algo de fundos externos e a algo de endividamento interno."

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