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A motocicleta está cada vez mais presente nas ruas e preocupa as autoridades do trânsito no Distrito Federal. Já são 89.407 em circulação, número que representa um crescimento de mais de 244% em relação ao ano 2000 (no mesmo período, a frota de automóveis aumentou 51,6%).

Flagrantes do transporte clandestino

"O grande universo de motociclistas é de pessoas que usam para ir ao trabalho, não são motoboys. É a migração para o transporte individual, que, no caso da motocicleta, traz uma preocupação ainda maior, porque no veículo, você está mais protegido, enquanto que na motocicleta, qualquer toque é um acidente sério", compara o diretor-geral do Detran, Délio Cardoso.

Em 2007, o DF registrou 121 acidentes fatais envolvendo motocicletas, com 128 mortos, maior número desde o ano 2000. Do total de vítimas, 72,7% eram motociclistas.

Outra questão levantada por Cardoso é a capacitação dos condutores. "Nós temos hoje os mesmos exames de 20 anos atrás. O motociclista vai para as ruas sem o preparo adequado. É preciso realizar exames mais exigentes", defende.

Bicicletas

Andar de bicicleta em Brasília também é perigoso, na opinião do diretor do Detran. Ele espera que a criação de ciclovias contribua para mudar o quadro. "Ter que disputar espaço com um milhão de veículos prejudica o ciclista. Mas é claro que a bicicleta é um meio de transporte mais saudável e mais econômico. O uso da bicicleta é uma tendência mundial também pelo ponto de vista do meio ambiente. Tenho certeza que, com ciclovias, vamos ter vários Fernando Gabeira em Brasília", afirma, citando o deputado do PV que costuma ir trabalhar de bicicleta.

Fiscalização

O Detran também está preocupado com o abuso de velocidade. No Eixão, principal via de Brasília, que tem limite de 80 km/h, é comum ver carros passando bem acima desta velocidade, reduzindo apenas ao passar pelos 'pardais' (como os radares são chamados pelos brasilienses). A solução seria a fiscalização presencial, que deverá ser feita após a criação da CMT (Companhia Metropolitana de Trânsito). A previsão é que 800 fiscais comecem a trabalhar nas ruas até o fim deste ano.

"A fiscalização eletrônica ficou estagnada nos últimos quatro anos. O pardal atingiu seu limite, porque o motorista já sabe como burlar. É preciso ter a sensação de que se está sendo fiscalizado", ressalta.
Atualmente, segundo Cardoso, a atuação nas ruas é "ridícula". "Não chega a ter 40 homens diariamente. São cerca de 300 agentes, mas muitos fazem vistorias internas, trabalhos administrativos", explica, prevendo a abertura de concurso dentro de quatro meses.

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