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Com obras iniciadas na década de 80 e com parte de aporte financeiro feito à época pelo governo francês, o trem metropolitano de superfície de Belo Horizonte, atualmente denominado de metrô, já carregou, em mais de vinte anos de interrupções e retomadas dos trabalhos sobre seus trilhos, recursos da ordem de US$ 800 milhões para a viabilização dessa modalidade de transporte de passageiros. Alvo de críticas, as obras concluídas do metrô da capital mineira são consideradas acima da média de mercado.

Segundo especialistas, o custo de implementação do quilômetro de linha do trem de superfície se situa na faixa entre US$ 9 milhões e US$ 15 milhões. Com 28 quilômetros de extensão considerados concluídos da linha 1 (Estações Eldorado-Vilarinho) pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a cada mil metros de trilhos foram consumidos US$28,57 milhões.

Através dos anos, governos federal, estadual e municipal tentaram acabar com a fama de "elefante branco", chancela com a qual moradores de Belo Horizonte batizaram o trem de passageiros de Belo Horizonte, que começou a operar comercialmente em agosto de 1986 com apenas três composições.

Após 86, com apenas 10,8 quilômetros de linha férrea transitável, praticamente não houve investimento em melhorias ou na extensão dos trilhos durante cinco anos.

Somente em 1991 houve a retomada dos trabalhos de conclusão da linha 1.

Em 1997, durante gestão do governador Eduardo Azeredo (1995-1998), foi sancionada lei que criava a empresa "Trem Metropolitano de Belo Horizonte S/A", uma tentativa de encampação da administração do metrô pelo governo estadual, com participação da administração municipal. Entretanto, a empresa não saiu do papel por divergências entre os três níveis do executivo sobre repasses que deveriam ser feitos pela esfera federal. A tentativa foi definitivamente relegada à história do metrô neste ano.

A complementação metroviária prevista para ter continuidade na construção das linhas 2 e 3 foi paralisada em 2005 por falta de recursos, segundo a CBTU.

Hoje, conforme dados do órgão que administra o metrô (denominação atualmente utilizada pela CBTU), os 25 trens transportam cerca de 145 mil usuários por dia, o que representa somente 6% do total de habitantes da capital. A porcentagem cai se for contabilizado o número de moradores de Contagem, município contíguo a BH no qual está localizada a estação do Eldorado, de onde saem as composições em direção a Belo Horizonte. Com a entrada em operação do terminal de integração ônibus-metrô, da estação Vilarinho, a demanda de usuários poderá atingir a casa de 160 mil pessoas por dia, de acordo com dados do órgão.

Ano passado, foram alocados R$186,3 milhões dentro do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal com previsão de serem investidos de forma escalonada até 2009.

Copa do Mundo de 2014

Com o anúncio da disputa da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, em 2014, a CBTU revelou mês passado um plano ambicioso para a ampliação do metrô a ser finalizado antes de o evento esportivo começar.

Com custo orçado em R$ 4,3 bilhões, o estudo apresentado planeja propiciar a construção da linha 2 que, com 16,5 quilômetros, pretende ligar o bairro Barreiro à área hospitalar, localizada na região Leste de Belo Horizonte. E também a implantação da linha 3, constituída por 12,5 quilômetros de extensão, sendo 11 deles subterrâneos, que deve conectar por meio férreo o estádio do Mineirão e o campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), situados na região da Pampulha, ao bairro Savassi, região Centro-Sul da cidade.

Além disso, a obra pretende contemplar a extensão da linha 1 até o centro administrativo do estado, cuja construção fora anunciada pelo governador Aécio Neves para ser erigida no bairro Serra Verde, região Norte de Belo Horizonte.

Essa malha robustecida seria capaz de transportar 1 milhão de pessoas por dia.

O cartão vermelho às pretensões da CBTU poderá ser a falta de dinheiro. Porém o órgão aposta na viabilidade de recursos provindos de organismos internacionais, tendo a FIFA como fomentadora, além de recursos federais e parcerias com empresas privadas brasileiras e estrangeiras.

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