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Fernando Rodrigues



06/02/2006
Agora é Lula e Serra

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


A pesquisa Datafolha divulgada ontem tem algumas conclusões para o momento político:

1) Lula competitivo - por mais que a oposição tenha vendido o discurso do "Lula morto", o petista entra forte e competitivo na sucessão;

2) PSDB é Serra - se for para considerar quem tem mais chance de enfrentar Lula, os tucanos não têm escolha. O nome é Serra;

3) Alckmin fragilizado - depois de passar dois meses dizendo-se mineiro, baiano e viajando pelo país, o governador de São Paulo continua no mesmo lugar. Numericamente (dentro da margem de erro) até recuou um pouco. Ele pode ser candidato ao Senado. Terá de derrotar Eduardo Suplicy, o homem do PT que há 16 anos ocupa a cadeira;

4) Outros - nenhum nome ganhou músculo para se interpor entre Lula e Serra. É possível que isso ainda venha a ocorrer, mas a história recente mostra que o tempo está quase esgotado. Só para comparar, em fevereiro de 2002, a candidata Roseana Sarney (PFL) bateu em 28%.

Todas peças colocadas sobre o tabuleiro, a conclusão mais ou menos óbvia é que será difícil furar a polarização Lula-Serra daqui para a frente. Quem tem mais chance? Impossível prever. A estratégia de cada um parece ser clara e imutável.

No caso de Lula, é estimular a pergunta clássica que cada eleitor se faz, mesmo de maneira inconsciente, na hora de votar: "Estou hoje melhor ou pior do que há quatro anos?". O que importa nesse caso é a sensação, não necessariamente a realidade. O caminhão de esmolas oficiais para os pobres, somado à publicidade estatal constante, fará milagres.

Serra terá de enfiar na cabeça do eleitor o seguinte: "Eu até estou bem, mas poderia estar melhor ainda. O PSDB e o Serra são a opção". Não é uma tarefa fácil.


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