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Fernando Rodrigues



20/05/2006
Fim da primeira etapa

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


Termina na semana que vem a primeira etapa do processo eleitoral. Todos os partidos saberão quem terá candidato a presidente. As alianças estarão engatilhadas nos Estados. Em junho, vem a formalização e o início do jogo para valer -embora ainda sem grande temperatura, por causa da Copa do Mundo de futebol na Alemanha.

Com o primeiro tempo concluído, começa a ficar mais claro o cenário de outubro. Mas ainda é cedo para conclusões peremptórias.

Tome-se o caso de Lula. Em novembro, o petista era dado como derrotado. Hoje, é favorito.

O que parece caminhar para uma mudança irreversível é a natureza do debate a ser instalado. Mesmo antes do flagelo criminal em São Paulo, o PT já tinha optado por três assuntos principais: educação, economia e segurança. Dificilmente os outros partidos ficarão fora desse trinômio.

Será uma grande vitória para o país se houver a consolidação desse tipo de discussão entre os políticos. Basta lembrar o que se falou nas quatro eleições diretas pós-ditadura militar. Em 1989, o Brasil ainda discutia se comunistas comiam criancinhas. Em 1994, os eleitores votaram para acabar com a inflação. Em 1998, o medo do caos reelegeu FHC (e o caos veio assim mesmo). Em 2002, a tal história da esperança, uma baboseira que só cola uma vez.

Agora, talvez pela primeira vez na história recente, verdadeiros assuntos relevantes podem tomar conta da eleição. Uma coisa é o candidato prometer esquisitices como 10 milhões de empregos ou três pratos de comida por dia. Outra bem diferente é falar sobre como propõe melhorar o sistema público de educação. Ou o que fazer para ter prisões nas quais os celulares não entrem. Parece incrível, mas o processo tende a ser o de menor baixo nível em décadas.


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