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Fernando Rodrigues



27/05/2006
Lula e o PT nos Estados

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


Lula disse ontem que será o "Lulinha paz e amor" da última eleição. Repetirá a fórmula com uma vantagem sobre 2002, pois agora começa a disputa como favorito e com menos adversários competitivos do que há quatro anos. Há também outra coincidência com 2002 que não deve ser desprezada: a fragilidade do PT nas disputas por governos estaduais. Assim como no pleito anterior, o PT larga sem ser favorito em Estados relevantes. No chamado "triângulo das Bermudas" da política (São Paulo, Rio e Minas Gerais), os petistas são meros coadjuvantes até agora. Nada indica ser possível uma reversão desse quadro -de resto, algo semelhante ao cenário nacional.

Nos três Estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), só há uma pálida esperança de sucesso para o partido de Lula em terras gaúchas. Ainda assim, mais por inépcia de quem hoje está no poder do que por capacidade de reação dos petistas. Nos grandes Estados do Nordeste, a situação também é desoladora. O PT é figurante na Bahia e no Ceará. Em Pernambuco, está na disputa, mas bem longe de ser favorito. Em 1998, não custa lembrar, o PT só teve sucesso em três Estados para lá de periféricos -Acre, Mato Grosso do Sul e Piauí. Aliás, tem chances reais agora de perder o governo de Mato Grosso do Sul. Essa conjuntura adversa nos Estados seria, em tese, ruim para Lula. Ocorre que, em 2002, fez pouca diferença. Agora, aparentemente, a história se repete. Num país com tantos e tão fracionados partidos, acaba sendo muito cômodo buscar a Presidência da República sem ter de entrar nas guerras regionais pelos governos estaduais. Até nisso Lula tem tido sorte -para azar do PT, uma agremiação desde a sua criação "lula-dependente".


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