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Fernando Rodrigues



05/07/2006
Garotinho busca saídas

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


Com um expressivo patrimônio eleitoral de 18% na eleição para presidente de 2002, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB) foi expelido da disputa atual pelo seu partido, a mando do Palácio do Planalto. Sem opção própria, Garotinho tateia o terreno para tentar influir na eleição de outubro. Seu objetivo maior é atrapalhar a vida de Lula, obrigando o petista a enfrentar uma decisão apenas no segundo turno. Não tem sido fácil.

A primeira e mais óbvia opção foi procurar um acerto com Geraldo Alckmin. O tucano recebeu Garotinho para um jantar paulistano, à base de pizza. O político fluminense só pediu uma contrapartida a Alckmin: que o PSDB apoiasse o PMDB no Rio de Janeiro na disputa estadual (o candidato garotista é Sérgio Cabral). Nada feito. Os tucanos se mantiveram no páreo (com Eduardo Paes) e a aliança foi para o brejo. Nos últimos 15 dias, Garotinho passou a acalentar a hipótese de apoiar o presidenciável Cristovam Buarque, do PDT. Falaram-se ainda no início desta semana.

A condição apresentada a Cristovam foi a mesma anteriormente ofertada a Alckmin: o PDT teria de retirar sua candidatura própria ao governo do Rio (Carlos Lupi) para apoiar o peemedebista Sérgio Cabral. De novo, nada feito. A lógica é que Garotinho não tenha êxito na sua empreitada -até pela falta de opções. Amargará uma uma grande derrota. Em certa medida, Lula aplica em Garotinho o mesmo ardil usado por FHC para aniquilar Itamar Franco em 1998. O mineiro foi impedido de ser candidato a presidente. Nunca mais recuperou seu prestígio nacionalmente. A ser mantido o cenário atual, o ex-governador do Rio também estará em situação para lá de delicada a partir de 2007.


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