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Fernando Rodrigues



08/07/2006
Os bens em público

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


Milhares de políticos registraram na última quarta-feira suas candidaturas para a eleição de outubro. Entre outras informações, forneceram uma lista dos bens que dizem possuir. A cada eleição, é a mesma polêmica. Essas declarações de bens prestam para quê? Os políticos mentem ao informar os seus bens? Embora a expressão "político mentiroso" tenha se tornado quase um pleonasmo, as declarações patrimoniais são um excelente instrumento nas mãos dos eleitores, sejam verdadeiras ou não. Poucos perceberam, mas a Justiça Eleitoral está para promover uma quase revolução de transparência nas próximas semanas. Pela primeira vez, todas as declarações de bens dos candidatos deverão estar disponíveis para consulta.

Ao entregarem seus registros, os candidatos foram obrigados neste ano a fornecer todas as informações em meio eletrônico. Os 27 TREs vão processar as informações e enviá-las ao TSE. Em seguida, pelo menos é o que está anunciado até o momento, tudo ficará aberto para exame na internet. Pode parecer algo mixuruca, porque qualquer um intui que os políticos sonegam bens nas suas declarações. Essa é uma verdade possível. Ocorre que, desta vez, a eventual mentira estará exposta à luz do Sol como nunca.

Os jornais costumam publicar, quando muito, as declarações dos candidatos a presidente e a governador de Estado. Deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes ficavam numa confortável penumbra. Não mais. Há apenas um risco nesta história: ainda não está claro como e quando serão colocados todos esses dados na internet. A palavra final está com o TSE, que tem recebido imensa pressão para empurrar o problema com a barriga.


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