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Fernando Rodrigues



02/08/2006
O desejo lulista

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


O comando de campanha petista acredita na ocorrência de um fenômeno irreversível que dará a Lula a vitória no primeiro turno. Esse é o pensamento hegemônico entre os lulistas. Pode ou não estar certo, mas merece ser registrado -até porque estamos a 60 dias da eleição e é sempre um ato de coragem quando um partido se arrisca no campo do vaticínio. Segundo a visão petista da conjuntura, o presidente da República conseguiu se descolar do PT, dos casos de corrupção e da fragilidade de seus candidatos aos governos estaduais. Como se sabe, a chance de vitória -ainda incerta- de petistas existe em apenas 5 dos 26 Estados.

No Distrito Federal, o PT está fora desde a administração de Cristovam Buarque (1995-1998). Se em 2002 o PT tinha candidatos mais fortes aos governos de São Paulo e de Minas Gerais, hoje Lula está mais bem posicionado nas pesquisas. Em 30 de julho de 2002 o petista tinha 33%. Hoje, está com dez pontos a mais. O pensamento lulista também prevê uma desinflada do tal fator HH. Pelo que mostram as sondagens petistas, o caso da senadora do PSOL seria de estagnação ou de ladeira abaixo. Em outras palavras, reproduzindo o que se ouve no PT, "quanto mais se conhece Heloísa Helena, menos se vota nela".

Pela contas quase panglossianas do Planalto, Lula terminará o primeiro turno na frente de Geraldo Alckmin em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o tucano deve ficar alguns pontos à frente. No Norte e no Nordeste, Lula teria larga vantagem, liquidando a disputa no primeiro turno. Daqui a duas semanas, com as propagandas de TV, será possível ter uma noção mais exata se as análises petistas de hoje são apenas a expressão de um desejo ou se têm conexão com a realidade.


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