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Fernando Rodrigues



17/01/2007
O PSDB na parede

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


Os tucanos estão em uma situação-limite. Um grupo pluripartidário lançou ontem a candidatura do deputado Gustavo Fruet, do PSDB do Paraná, para a presidência da Câmara. Os 66 deputados eleitos pelo PSDB terão de escolher. Podem ficar com Fruet ou pular para as outras duas candidaturas governistas -de Arlindo Chinaglia, do PT, e de Aldo Rebelo, do PC do B. Quando a bancada se reunir para tomar a decisão, ficarão explícitas as rachaduras na legenda.

Fruet também assume um risco não-desprezível: levar até o fim uma candidatura que pode receber menos votos do que os 66 do PSDB.
A votação é secreta. Seria uma situação humilhante. Se Fruet por acaso tiver um apoio acima de 66 votos, já será um vencedor -indo ou não ao segundo turno. A sua votação bastará para forçar uma segunda rodada apenas entre Aldo e Chinaglia. Embora o discurso de Fruet e seus apoiadores seja o clássico "vamos vencer", o objetivo principal da empreitada é abrir uma fenda na candidatura mais forte do momento -hoje, Chinaglia estaria eleito.

Rachados como estão os tucanos, é impossível prever o desfecho desse embate. O partido está num daqueles momentos na política em que pode ficar com tudo ou nada, a depender das habilidade para articular dentro do Congresso. No fundo, esse lançamento de Gustavo Fruet na eleição interna da Câmara serve também como mais um sinal sobre o alto grau de imprevisibilidade da disputa. Ainda não existe um cenário como o de 2005, quando Severino Cavalcanti foi o vencedor. Mas também é impossível vaticinar o nome do vitorioso no dia 1º de fevereiro.
Se o PSDB tiver juízo e unidade -algo improvável-, capitalizará esse episódio. De outra forma, dará mais um passo rumo a um processo avançado de peemedebização.



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