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Fernando Rodrigues



14/02/2007
O PT na economia

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


O dia ontem em Brasília foi dominado pelo debate sobre segurança pública, pela criação da tal Super-Receita e pelas já tradicionais negociações fisiológicas dos partidos lulistas. Mas foi na poderosa Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a CAE, que surgiram em silêncio outros assuntos de igual relevância.

A CAE agora está com o PT. É presidida pelo senador Aloizio Mercadante. De uma tacada só, duas decisões: 1) foi postergada a aprovação de um contrato de PPP (parceria público-privada) para o metrô de São Paulo e 2) anunciou-se a intenção de convocar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a cada três meses para prestar contas aos senadores.

Nenhuma das duas decisões da CAE tem efeito imediato. Mas atingem diretamente o tucano José Serra (governador de São Paulo), por causa do metrô, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela exposição de Henrique Meirelles.

No caso do metrô, Mercadante diz não haver "intenção protelatória". As obras continuam. Os senadores apenas reunirão dados a respeito da operação de R$ 4 bilhões, inclusive sobre o caso recente do conhecido "buraco do metrô".

"Essa é a primeira PPP que a CAE vai analisar. É importante fazer com cuidado para criarmos um padrão", diz o inusitado aliado de Mercadante na comissão, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

ACM também apóia a convocação de Meirelles a cada três meses. Como o presidente do BC desfruta do status de ministro, o Congresso tem a prerrogativa de chamá-lo. A primeira visita já está pré-agendada para o próximo dia 27.

Aloizio Mercadante justifica as decisões da CAE dizendo ser necessário dar mais dinâmica para a comissão. Não deixa de ser verdade. Mas também é fato que o petista faz desse palanque sua reentrada no establishment político.


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