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Fernando Rodrigues



16/04/2007
Problemas reais

Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF


Quando o Brasil convivia com uma inflação anual acima dos 1.000% muita coisa relevante ficava em segundo plano. FHC começou e Lula concluiu a entrada no país na estabilidade. Agora, enxergam-se problemas reais -até porque inflação de 1.000% não era um problema, mas uma anomalia.

Quando FHC tomou posse, em 1995, não se sabia ao certo quantos funcionários públicos havia. Graças a Bresser Pereira, à época ministro da Administração, essa contabilidade começou a ser feita. Ontem, reportagem de Fábio Zanini mostrou a evolução recente dos trabalhadores federais. Em 2002, quando os tucanos saíram do Planalto, havia 524,8 mil funcionários públicos civis federais. No final de 2006, o número já era de 564,9 mil. Um acréscimo de 40,1 mil almas.

Não está claro quantos dos novos servidores são terceirizados. Sob Lula, 33,2 mil foram admitidos por concurso. Mas outros milhares se aposentaram. Esse é o ponto. Funcionários públicos colocam o pé dentro do governo e já recebem um benefício fora da realidade: direito a aposentaria integral.

É uma situação explosiva. FHC e Lula pouco fizeram de prático nessa área. O tucano conseguiu a aprovação de uma emenda constitucional que possibilitava a mudança do sistema de aposentadoria dos servidores. Lula promoveu outra alteração na mesma linha. Mas nem o PSDB nem o PT tiveram coragem de enfrentar o problema real: propor uma lei criando fundos de pensão complementar para servidores públicos.

Todos os brasileiros trabalhadores passariam então a usufruir das mesmas regras. Uma aposentaria mínima, pública e universal. Outra, complementar, paga com o esforço de cada um e de seus patrões. Seria justiça demais para a capacidade de menos dentro das administrações petistas e tucanas.


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