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Fernando Rodrigues



27/09/2008
Dilma, Marta e Patrus

Fernando Rodrigues
De Brasília


Passadas as disputas municipais de outubro, a configuração partidária do país estará formatada para a sucessão presidencial marcada para daqui a dois anos. Mas os três petistas até agora citados como sucessores de Lula terão menos de 24 meses para viabilizarem seus nomes.

O prazo final de Dilma Rousseff, Marta Suplicy e Patrus Ananias cai no início de 2010. Falta, mais ou menos, um ano e meio. Como há duas mulheres no páreo, fica dispensado o trocadilho com o livro "O Homem de Fevereiro ou Março", de Rubem Fonseca -mas é nesse período que os interessados terão de mostrar robustez eleitoral.

Uma sondagem da CNT/Sensus nesta semana ajudou a clarear um pouco o cenário petista. Havia no partido de Lula alguns axiomas nunca testados na vida real. Marta seria o nome mais nacional de todos, uma política orgânica e com vantagem natural sobre os demais.

Dilma, egressa do PDT e sem inserção no PT "de raiz", teria dificuldade interna na legenda. Patrus, por fim, seria um mineiro tímido demais para vôos tão altos.

A pesquisa manteve, por enquanto, só a suspeita sobre o nanismo eleitoral de Patrus. Ele pontuou até 4% em qualquer cenário. A petista paulistana registrou de 5,9% a 8,8%, percentuais modestos para quem supostamente é conhecida em todo o país. A gerente de Lula liderou. Ficou numa faixa de 8,4% a 12,3% -nada vibrante, mas à frente dos seus adversários internos.

Dos três pretendentes petistas, Marta é a mais conectada com o eleitor. Se ganhar a Prefeitura de São Paulo, pode anabolizar seu desempenho em pesquisas presidenciais. Dilma e Patrus serão vitaminados pelo dinheiro federal de Lula derramado no PAC e na área social, respectivamente. Muita água rolará até 2010, mas essa é a fotografia da largada do PT para a primeira eleição presidencial sem Lula.


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