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Fernando Rodrigues



29/09/2008
O PT, o céu e o inferno

Fernando Rodrigues
De Brasília


Todos os levantamentos eleitorais mostram um possível avanço consistente do PT na eleição do próximo domingo. A sigla de Lula pode pular dos 411 prefeitos conquistados em 2004 para algo entre 600 e 700. Nas 79 cidades grandes (26 capitais e 53 municípios com mais de 200 mil eleitores), os 18 eleitos de quatro anos atrás devem ir a 25.

Mas há várias pedras separando os petistas do céu eleitoral. Se algumas vitórias emblemáticas não se confirmarem, a leitura da vitória do PT virá com ressalvas na segunda-feira que vem.
Há três capitais mais relevantes para os petistas do ponto de vista político: São Paulo, Salvador e Porto Alegre. No caso paulistano, Marta Suplicy está perigosamente no mesmo patamar de exatos quatro anos atrás: cerca de 35% das intenções de voto. Sua rejeição de 30% continua inquebrantável. Naquela oportunidade, ela foi ao segundo turno e acabou sendo derrotada pelo tucano José Serra.

Em Porto Alegre, o PT corre o risco de ser excluído do segundo turno pela primeira vez. Seria outra prova da incapacidade do partido para dissipar a má impressão de suas administrações passadas no Sul.
Finalmente, em Salvador os lulistas comandam o Estado e sonhavam alto com o domínio da política soteropolitana. Mas não está clara ainda a possibilidade de vitória.

Tudo somado, a legenda mais bem sucedida no Brasil não enfrenta um caminho suave. Só uma coisa é certa: ninguém mais tira do PT uma marca histórica: desde o fim da ditadura militar, em 1985, trata-se da única sigla de grande porte cujo número total de prefeitos eleitos sempre é maior a cada eleição.

Se for ao segundo turno, mesmo sem ganhar depois, Gilberto Kassab já será o grande vitorioso do PFL "de raiz" (hoje DEM) na região Sudeste. É um feito razoável.


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