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Fernando Rodrigues



29/10/2008
O desafio do TSE

Fernando Rodrigues De Washington

A melhor notícia sobre a eleição no Brasil veio da Justiça Eleitoral. Em 2010, a internet poderá ser liberada para a livre expressão de opiniões e como ferramenta legal na arrecadação de fundos de campanha. O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, é o autor da sugestão: "Enquanto não sai o financiamento público de campanha -que se impõe-, a internet poderia fiscalizar e dar mais transparência às doações.

Nesse ponto, os norte-americanos têm a nos ensinar". Sobre a liberdade de expressão valerá o bom senso, pois "o internauta é maduro o suficiente para deletar as mensagens que não o interessam".

O ministro Ayres Britto está certo. O uso da internet produziu um efeito nunca antes visto em eleições presidenciais dos EUA. Milhões de jovens começaram a discutir política por meio das redes de relacionamento social.

Na semana passada, em Miami, um grupo de aficcionados de videogame conectados pela internet fez uma reunião com o objetivo de debater a eleição. Todos os dias, sem exceção, os eleitores cadastrados nos sites de Barack Obama e John McCain recebem alguma mensagem eletrônica (ou várias) informando o que cada um fez ou discursou nas últimas horas.

No plano da arrecadação de fundos, uma massa inédita de pessoas passou a doar para os seus políticos prediletos. Tudo de maneira limpa e rápida, pela internet, com cartão de crédito ou débito. Obama já passou dos 3 milhões de doadores, muitos contribuindo com menos de US$ 100. Lula, em 2006, declarou ter recebido dinheiro de apenas 1.634 doadores.

A liberação total da internet em campanhas brasileiras dará mais transparência ao processo. Mas o TSE tem um desafio pela frente. Precisa tomar a decisão com rapidez e assim evitar as pressões de praxe às vésperas da eleição.


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