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Fernando Rodrigues



12/01/2009
Propaganda para 2010

Fernando Rodrigues
De Brasília


O espaço na mídia e a capacidade de se autopromover são duas formas de aferir a disputa presidencial de 2010.

Tome-se o caso dos tucanos José Serra e Aécio Neves. De janeiro a novembro de 2008, o governo de São Paulo (Serra) gastou R$ 110,3 milhões em propaganda. No mesmo período, o governo mineiro (Aécio) torrou R$ 34,7 milhões.

Esses números são calculados com base na presença das marcas "governo de São Paulo" e "governo de Minas Gerais" na mídia, estimando-se o valor gasto. Ou seja, é possível que os custos não tenham sido exatamente os do parágrafo anterior, mas as exposições das administrações de Serra e de Aécio são compatíveis com essas cifras.

A vantagem de Serra dispara ao se acrescentar os valores de certas autarquias e empresas públicas.

Além dos R$ 110,3 milhões investidos pelo governo Serra, a Sabesp (empresa de saneamento paulista) gastou outros R$ 28,3 milhões no ano passado com publicidade, até novembro -quase igualando-se ao governo de Minas Gerais inteiro.

A estatal serrista parece ter planos expansionistas de fazer inveja a Solano López. Os comerciais da Sabesp foram vistos em 2008 também em Salvador, Manaus e Teresina, entre outras capitais. Como se sabe, há (sic) imenso interesse público no Norte e no Nordeste a respeito do número de ligações de esgoto realizadas em São Paulo.

Mas, quando se considera o campo governista federal, Serra e Aécio somados não são páreo para o mais de R$ 1 bilhão gasto em propaganda pelo governo Lula em 2008. Sem contar a publicidade gratuita das inaugurações. Só neste ano, o petista programou entregar 157 obras do PAC. À tiracolo nas cerimônias, trará sempre sua pré-candidata a presidente, Dilma Rousseff.

Falta muito para 2010. Mas a gastança de dinheiro (o meu, o seu, o nosso) já está de vento em popa.


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