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Fernando Rodrigues



28/01/2009
Políticos analógicos

Fernando Rodrigues
De Brasília


Quando o assunto são novas tecnologias de comunicação e uso da internet, há pouca divergência entre os candidatos a presidente da Câmara e do Senado. Todos são a favor do uso intensivo da rede mundial para aproximar o Congresso dos eleitores, mas ninguém sabe direito o que fazer.

O conhecimento tecnológico comum dos candidatos se resume a saber enviar e receber e-mails. Alguns preferem terceirizar essa tarefa para assessores. Os senadores José Sarney e Tião Viana e os deputados Michel Temer, Ciro Nogueira, Aldo Rebelo e Osmar Serraglio têm páginas convencionais na web. Nada aproximado de endereços pessoais em redes de relacionamento social, com espaço interativo. Nenhum deles têm página própria no Orkut, um site detentor de espantosos 37 milhões de brasileiros registrados.

Canal próprio no YouTube? Nem pensar. Isso é sofisticação para o norte-americano Barack Obama. O máximo disponível em vídeo dos candidatos na internet são transmissões repetidas das TVs Câmara e Senado. No site do Senado, só terá vida fácil o usuário de Windows.

Sem pagar royalties a Bill Gates é difícil assistir aos eloquentes discursos de Sarney e de Tião Viana. A proposta mais objetiva entre todos os candidatos é a de Osmar Serraglio. Ele deseja colocar ao vivo na web todas as sessões das comissões de trabalho da Câmara. Já seria um avanço. E como fazer para os cidadãos interagirem nos debates sobre uma lei usando a internet? Ninguém tem uma boa resposta.
Ciro Nogueira, Osmar Serraglio e Tião Viana são os únicos adeptos dos chamados "smartphones".

Usam o celular para conversar, ler sites noticiosos, enviar e receber e-mails. Sintomático do estado analógico da política brasileira, nenhum desses três pode ser apontado como favorito na disputa pelo comando do Congresso.


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