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Fernando Rodrigues



28/02/2009
Oposição alavanca Dilma

Fernando Rodrigues
De Brasília


O Planalto está em êxtase por causa dos ataques da oposição à pré-candidatura de Dilma Rousseff a presidente. A leitura é simples: a favorita de Lula ganha de graça uma exposição inaudita com as reclamações de PSDB e DEM.

Dilma nunca disputou uma eleição, não é fundadora do PT (veio do PDT) e era dada só como uma especulação maluca há alguns meses. Agora, apesar de seus apenas 13% nas pesquisas, é tratada pela oposição quase como favorita. Pode ser só jogo de cena dos lulistas quando desdenham e até dizem estar felizes com a estratégia da oposição. Mas a teoria não é um despautério completo.

O cerne do chororô de tucanos e demos é o fato de Lula andar para cima e para baixo com Dilma. Em resumo, que o presidente da República faz campanha aberta para sua ministra sucedê-lo no Planalto. Como Lula tem mais de 80% de aprovação, o sonho dourado da marquetagem governista é instalar no cérebro dos eleitores a seguinte ideia-força: "Lula apoia Dilma. Eu gosto do Lula. Logo, vou votar na Dilma". Em resumo, ao atacar a estratégia lulista, a oposição obtém um efeito contrário, pois ajuda a anabolizar o principal dínamo da candidatura petista.

Como se não bastasse, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) atacou Lula, criticou o Bolsa Família e declarou seu voto no tucano José Serra para presidente. Alguns petistas tomaram champanhe e já montaram a tática eleitoral no Nordeste.

Vão sapecar no PSDB o rótulo de "partido que vai acabar com o Bolsa Família". No lodo de uma campanha, não importa se é verdade ou não. A declaração de Jarbas confundirá o eleitor -já enganado no passado quando a oposição de hoje dizia ser plano de Lula congelar o dinheiro depositado em cadernetas de poupança. Tudo considerado, a oposição parece mesmo estar errando a mão.


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