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Fernando Rodrigues



17/12/2009
Cenário sem decantação

Fernando Rodrigues
De Brasília


Cenário sem decantação
BRASÍLIA - Há várias equações em análise na formação das chapas presidenciais. Agora está abalado o acordo pré-nupcial entre PT e PMDB, mas na aliança de oposição há também mais dúvidas que certezas. A decantação do cenário só se dará a partir de março.

No caso do condomínio petista-peemedebista, o desempenho de Dilma Rousseff nas pesquisas é vital para a definição dos acionistas majoritários desse projeto.

Se a candidata de Lula não decolar, reduzem-se as chances de o PMDB embarcar. O oposto também vale, com uma diferença: talvez nesse caso o PT passe a não desejar a adesão incondicional dos peemedebistas -afinal, não terá mais interesse em dar de mão beijada a vaga de vice-presidente.

O mais provável é Dilma não disparar (é muito desconhecida) nem empacar (Lula vai alavancá-la). Nas previsões dos estudos qualitativos do marketing petista, a aposta é a candidata ficar na redondeza dos 25% das intenções de voto no primeiro trimestre de 2010. Se for assim, o cenário continuará incerto.

Tudo se arrastará até junho, prazo final para os partidos firmarem compromisso eleitoral.

No PSDB, nada indica haver força para Aécio Neves suplantar José Serra. Este é o favorito para ser o candidato a presidente tucano.
Com uma grande dúvida: o que ocorrerá no cenário hipotético (hoje improvável) de Dilma Rousseff realmente se transformar em franca favorita já em março?

Serra terá de enfrentar seu notório temor pelo fracasso. Se for conservador, optando por tentar se reeleger ao governo de São Paulo, destruirá o PSDB. Aécio seria "convocado" para perder. Tudo registrado, tucanos e petistas terão muitas emoções até saberem qual será o desfecho possível para 2010.

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A saída de José Roberto Arruda extirpou a valentia do DEM. Catatônica, a sigla digere seu mensalão.


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