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Fernando Rodrigues



19/04/2010
O potencial de Dilma

Fernando Rodrigues
De Brasília


A pesquisa Datafolha dos dias 15 e 16 revelou a polarização entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A desidratação de Ciro Gomes (PSB). A dificuldade de Marina Silva (PV) para decolar. E uma tendência de a eleição acabar sendo decidida talvez no primeiro turno, mesmo não estando claro ainda quem vencerá.
Uma segunda camada de indicadores mostra também o potencial inexplorado dos candidatos.
Marina é ainda uma quase completa desconhecida dos eleitores. Meros 9% dizem conhecê-la muito bem. Em tese, ganhará mais apoios ao popularizar sua imagem.
Só 28% sabem que Serra é do PSDB. Também em teoria, muitos tucanos podem se animar a dar mais votos ao principal candidato de oposição quando descobrirem sua filiação partidária.
O caso de Dilma Rousseff é o mais intrigante. A petista tem um rosário de indicadores revelando o seu potencial. Eis três eles:
1) grau de conhecimento: apenas 16% dizem conhecer Dilma muito bem, contra 34% de Serra;
2) apoio de Lula: 61% já dizem saber que Dilma é apoiada por Lula (10% citam outros nomes). Para 38%, o aval lulista os "levará a escolher esse candidato com certeza", embora a petista tenha hoje só 28% de intenções de voto;
3) voto espontâneo: Dilma lidera com 13% no levantamento no qual não se mostram os nomes dos candidatos aos entrevistados. O "candidato do Lula" recebe 3%. O "do PT", 1%. Some-se também o fato de 43% dos votos de Dilma na pesquisa estimulada coincidirem com a escolha já verificada na pesquisa espontânea -nesse caso, a taxa de Serra é menor, de 31%.
Tudo considerado, Dilma Rousseff é proprietária de um voto consistente. Tem uma avenida pavimentada à sua frente. A incógnita agora é saber como e se ela percorrerá essa estrada -algo imprevisível a esta altura da campanha.


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