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Fernando Rodrigues



22/05/2010
A força da TV

Fernando Rodrigues
De Brasília


A pesquisa Datafolha divulgada hoje torna muito fácil entender a obsessão dos políticos e dos partidos na hora de fazer alianças formais para a eleição de outubro. Como poderia dizer um marqueteiro tucano ou petista, "é o tempo de TV, estúpido". Quanto mais legendas numa coalizão, mais tempo o candidato aparecerá na TV no horário eleitoral.
Nada de relevante aconteceu no cenário político desde a metade de abril, mas Dilma Rousseff (PT) foi de 30% a 37% na pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem sobre intenção de voto para presidente. No mesmo período, José Serra (PSDB) escorregou de 42% para 37%. Ambos estão agora rigorosamente empatados.
Qual é o único fato possível que pode ser apresentado para essa aproximação entre o tucano e a petista na corrida presidencial? As propagandas de TV do PT que foram transmitidas na semana passada e na anterior.
Numa das inserções, Dilma falava sobre como combater o crack.
Noutra, um pouco de terror explícito, com a cena de uma montanha russa simbolizando o governo Lula (quando o carrinho subia) e uma eventual administração da oposição (na hora da queda abrupta). Para finalizar, no dia 13 de maio, Lula surgiu na TV comparando sua candidata a Nelson Mandela.
Chama a atenção, neste período todo, o fato de Marina Silva (PV) não ter saído dos seus 12%. Há duas leituras sobre esse cenário. Primeiro, a candidata verde demonstra ter um eleitorado consistente. Segundo, ela tem dificuldade para furar a polarização PT-PSDB.
Daqui a alguns dias será a vez de José Serra inundar as TVs do país nos programas partidários do PSDB e do DEM. Nada impede o tucano de reconquistar alguma intenção de voto perdida agora. Mas a gangorra talvez só se estabilize mesmo quando começar o horário eleitoral diário, em agosto.


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