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Fernando Rodrigues



14/07/2010
Jogo aberto

Fernando Rodrigues
De Brasília


BRASÍLIA - Registradas as candidaturas a presidente, o senso comum parece continuar igual ao das semanas anteriores. Se a disputa pelo Planalto é uma partida de xadrez, Dilma Rousseff (PT) joga com as brancas. Tem a vantagem natural de ser governista em tempos de economia aquecida -além do apoio do maior cabo eleitoral surgido na política brasileira nas últimas décadas, Luiz Inácio Lula da Silva.
José Serra joga com as peças pretas. Sempre tentará se recuperar da vantagem natural do adversário. No final -no xadrez, pelo menos-, não é impossível a vitória de quem está com as pretas.
Nesse jogo, um aspecto objetivo deve ser considerado. Há uma unidade muito maior nas alianças estaduais formadas até agora pelo consórcio PSDB-DEM do que o verificado na joint venture PT-PMDB.
Esses partidos protagonizam as duas principais coalizões no plano nacional. Mas, no mesmo dia da eleição para presidente, cerca de 130 milhões de brasileiros escolherão também novos governadores, deputados e senadores.
Quando se observa a lista divulgada pelo TSE com as alianças nos Estados (http://bit.ly/cand-2010), nota-se que PSDB e DEM estão oficialmente unidos em 21 das 27 unidades da Federação nas eleições locais. Já PT e PMDB são aliados em apenas 14 Estados.
Como ensina o truísmo sempre repetido em Brasília, não se faz política "no Brasil", e sim nos Estados e nas cidades, localmente.
A maior unidade não garante ao condomínio tucano-demista uma vantagem definitiva no processo eleitoral. Aliás, impossível dizer se a união PSDB-DEM em 21 Estados ocorre por afinidade ideológica ou por falta de opção contra o rolo compressor lulista.
Mas esses dados das alianças regionais demonstram como há ainda muitos fatores a serem considerados no cálculo das previsões sobre quem será o sucessor de Lula. A disputa está aberta.



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