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Fernando Rodrigues



13/08/2011
A popularidade de Dilma

Fernando Rodrigues
De Brasília


BRASÍLIA - Nesta semana, uma pesquisa Ibope mostrou o governo Dilma Rousseff com 48% de aprovação, uma queda de oito pontos em relação a um levantamento de março do mesmo instituto.
A taxa apurada pelo Ibope é idêntica à obtida pelo Datafolha -também 48% de aprovação.
A oposição passou a vaticinar o início da descida ladeira abaixo para Dilma. Os governistas rebateram. Seria só um ajuste sazonal de expectativas, pois todo governante enfrenta uma queda de popularidade no começo de mandato.
É natural os políticos desejarem faturar -a favor ou contra- quando sai uma pesquisa. Mas esses levantamentos mostram apenas o passado, não os fatos futuros.
Agora que o Brasil está virando mais ou menos uma democracia estável e acumula alguma história, a melhor comparação possível é com pesquisas de outros presidentes eleitos pelo voto direto.
Depois de seis meses no Planalto, em junho/julho de 1995, o tucano Fernando Henrique Cardoso registrou 40% de aprovação para sua administração, segundo o Datafolha, e 42%, de acordo com o Ibope. Os percentuais de Lula em junho de 2003 eram de 42% e 43% nos dois institutos, respectivamente.
Dilma, com seus 48%, é a presidente eleita pelo voto direto detentora da maior taxa de aprovação pós-ditadura militar depois de seis meses sentada na cadeira. Antes de 1964 houve presidentes muito populares, é verdade, mas o país era outro. Infelizmente, não há pesquisas confiáveis daquele período.
A conclusão mais factual disponível no momento é que a chefe do Executivo tem um desempenho bem aceitável na comparação com seus antecessores imediatos. No restante do mandato, o resultado é incerto. Dependerá do estado da economia (haverá crescimento até 2014?) e do relacionamento político entre Planalto e Congresso. Até agora, Dilma não deixou claro como se dará nessas duas áreas.



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