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28/08/2006 - 15h04
PFL, PMDB e PSDB lideram o ranking dos políticos mais ricos

FERNANDO RODRIGUES

  • tucano Ronaldo C. Coelho tem R$ 496,6 milhões, o maior patrimônio
  • petista mais "rico" é Ivan Ornelas, de Goiás, com R$ 6 milhões
  • número de milionários pula de 281 para 352 em 4 anos

    PFL, PMDB e PSDB estão no topo quando se fala de políticos ricos. Mas a lista dos vencedores eleitoralmente e mais abastados mostra que a liderança individual e isolada continua com um tucano: Ronaldo Cesar Coelho, que em 2002 ganhou uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro e agora disputa uma vaga para o Senado. Há quatro anos, Coelho declarou o maior patrimônio entre todos os eleitos: R$ 297,7 milhões. Agora, seu patrimônio pulou para R$ 492,6 milhões -um avanço de 65,5%. A inflação do período foi de 38% (medida pelo IPCA).

    Esses dados fora retirados do livro "Políticos do Brasil" e do site www.politicosdobrasil.com.br, que está hospedado aqui no UOL.

    Estão sendo considerados neste texto apenas os políticos vencedores na eleição de 2002 (foram 1.790 os vitoriosos) e os que desse universo estão agora inscritos como candidatos. Nem todos, é claro, vencerão no dia 1º de outubro. Entre os 1.790 que venceram em 2002 há 1.439 tentando mais uma vaga na política agora na eleição deste ano (80%, portanto, pretendem ficar na vida pública).

    Quando se observam os que tentam novamente a sorte depois da vitória de 2002 (não necessariamente para o mesmo cargo), constata-se que a política fez bem às finanças pessoais desse grupo profissional.

    Em 2002, havia 282 políticos vencedores declaradamente milionários. Isto é, declaravam ter mais de R$ 1 milhão de patrimônio. Agora, em 2006, apenas entre os que tentam a reeleição, há 352 milonários. Um avanço robusto de 25,3%. A liderança absoluta é de, pela ordem, PFL, PMDB e PSDB. Juntas, essas 3 legendas têm 207 milionários -58,8% do total.

    Nenhuma novidade no campeão da elite patrimonial: o PFL continua com seus 82 milionários. Logo na segunda colocação, um avanço do PMDB, que teve 52 políticos com bens acima de R$ 1 milhão em 2002 e agora passou a ter 68. Avanço também considerável do PSDB. Havia 49 tucanos milionários em 2002. Agora, 57.

    Entre os partidos mais relacionados aos escândalos do mensalão e/ou da máfia dos sanguessugas, o PL ficou estável em 16 milionários. O PTB teve até uma queda (de 23 para 21). E o PP (de Paulo Maluf, Severino Cavalcanti e outros) saltou de 27 para 37 milionários em 4 anos.

    A seguir, a tabela que resume como se dividem os mais abastados por sigla partidária (atenção: são apenas os vencedores de 2002 que disputam novamente algum cargo agora):



    Como se observa, o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também experimentou uma certa prosperidade quando se fala de número de milionários. Em 2002, havia apenas 3 petistas nessa categoria. Agora, o número pulou para 11.

    Em 2002, o petista mais abastado era o deputado Maurício Rands, de Pernambuco, com R$ 2,881 milhões (agora, diz estar com R$ 2,538 milhões). Nesta eleição de 2006, o petista declaradamente mais abastado é Ivan Ornelas, que disputa uma vaga de deputado estadual em Goiás. Declara bens num valor total de R$ 6,015 milhões.

    As tabelas apresentadas ao final deste texto mostram quem são os políticos declaradamente mais ricos de cada partido nas eleições de 1998, 2002 e 2006. Também estão relacionados todos os que têm mais de R$ 10 milhões declarados de patrimônio (independentemente do partido de filiação).

    Os dados de 2006 aparecem nas tabelas, mas não devem ser considerados finais. Só será possível fazer uma lista definitiva dos mais abastados em 2006 depois das eleições.

    Todas as declarações dos cerca de 20 mil candidatos para a eleição deste ano já estão disponíveis no www.politicosdobrasil.com.br. Ocorre que muitos podem ainda ter suas candidaturas impugnadas. A imensa maioria, por óbvio, não será eleita.

    Quando se consideram todos os candidatos inscritos na eleição de 2006, há vários que não tinham mandato e apresentam patrimônio alto se comparado à média dos demais.

    Por exemplo, o empresário Beto Studart, filiado ao PSDB e candidato a vice-governador do Ceará, numa chapa com o também tucano Lúcio Alcântara. Beto não ganhou nada na eleição de 2002 e aparece agora dizendo possuir R$ 519,9 milhões.

    A lista de todos os candidatos inscritos no pleito deste ano também contém bizarrices. É o caso de Israel Marques Cajaí, candidato a deputado federal pelo PTB de São Paulo, que declara patrimônio total de R$ 4 bilhões. Ele claramente superestima o valor de fazendas que diz possuir, segundo foi possível averiguar. Mas essa atitude não é passível de fiscalização nem muito menos de punição por parte da Justiça Eleitoral.

    Por fim, antes de apresentar as tabelas propriamente, convém registrar que o que os candidatos declaram ter é o que, vamos dizer, eles querem que todos acreditem que seja verdade. Não se pode dizer que há mentira nem verdade nesses números, mas apenas que essas são as cifras públicas.

    O fato de os valores serem agora amplamente divulgados ajuda no processo de transparência eleitoral. A seguir, as tabelas com as listas dos maiores patrimônios declarados em 1998, 2002 e 2006 (no deste caso, apenas os que concorrem novamente depois de ter vencido em 2002):













    Para saber mais, vá até o site no UOL.

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