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21/08/2010 - 04h04

Incêndio assusta, mas não atrapalha encontro inédito entre o sertanejo e o samba em Barretos

Fabiana Uchinaka
Enviada especial do UOL Notícias
Em São Paulo
  • Foco de incêndio provocado pela grande queima de fogos de artifício em Barretos

    Foco de incêndio provocado pela grande queima de fogos de artifício em Barretos

Nem dois focos de incêndio provocados pela grande queima de fogos de artifício - e que foram rapidamente contidos, sem deixar vítimas - conseguiram ofuscar o show do segundo dia da Festa do Peão de Barretos, que aconteceu na noite desta sexta-feira (20) no interior de São Paulo.

Na arquibancada predominava o xadrez, o jeans e o chapéu. No centro da arena, no entanto, quem animava a plateia não era exatamente uma dupla de hits emocionados, mas 400 integrantes de uma escola de samba e sua poderosa bateria. Pela primeira vez na história do rodeio barretense, os sertanejos dançaram ao som da batida ritmada da Unidos da Tijuca.

Para não chocar os donos do pedaço, a "invasão" do grupo carioca foi comandada pelo carnavalesco Paulo Barros, que incluiu no repertório grandes sucessos sertanejos, como "Clima de Rodeio, do Dallas Company, "Meteoro", de Luan Santana e "Festa de rodeio" de Leandro & Leonardo.

A empolgação de Adriano do Vale, que há 18 anos é locutor dos rodeios, também ajudou. "Vamos fazer a Sapucaí tremer. Mão pra cima. Chap chap", gritava ele, entre pedidos de ola e cantos em coro.

No fim, uma plateia com samba na bota animou a arquibancada, e a vencedora do carnaval do Rio de Janeiro conseguiu mexer até com o mais "casca grossa" dos peões, especialmente quando "Ave Maria" foi tocada no cavaquinho.

“As pessoas não se incomodam, porque aqui tem espaço para todo mundo. Não vamos deixar de ter os grupos sertanejos, então não tem problema", explicou Marcos Murta, presidente da comitiva Os Independentes, que organiza a festa.

A mistura parece ter feito sucesso. "Tem que diversificar. A festa tem que ter música para todos gostos mesmo. Eu acho válido e torna a festa mais legal", defendeu José de Almeida, 47, que há quatro anos vem de Bebedouro para Barretos para participar do evento.

Para a engenheira Taciane Beirigor, 24, a apresentação foi inovadora. "Ficou muito legal. Já trouxeram o axé, porque não o samba?", ponderou. “Foi chique", resumiu a psicopedagoga Estela Andrade, que também defende o repertório eclético porque, segundo ela, "cabe todo mundo na festa".

Houve até quem preferisse o samba, caso da recepcionista Regiane Menezes, 27, que fez a “confissão” em voz baixa. E, seja como for, quando a dupla Victor & Leo subiu no palco, em seguida, não sobrou espaço para mais ninguém.
 

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