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Morre o ex-ditador ugandense Idi Amin Dada
09h10 - 16/08/2003




CAMPALA, 16 ago (AFP) - Morreu hoje o ex-ditador ugandense Idi Amin Dada, considerado um dos dirigentes mais sangüinários da história da África, aos 78 anos, no hospital do rei Faysal em Jidá, na Arábia Saudita, informou à AFP John Nagenda, assessor de imprensa do atual presidente de Uganda Yoweri Museveni.

"Amin pagou por seus pecados", acrescentou Nagenda em uma entrevista pelo telefone. Um membro da família do ex-ditador também confirmou em uma ligação sua morte, depois de passar semanas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Apelidado de "Bug Daddy", Amin Dada comandou durante oito anos (1971-79) um regime brutal que deixou seu país arruinado e matou milhares de pessoas. Sua personalidade megalômana, vingativa e violenta deste ditador é atribuída a uma infância cheia de humilhações na tribo da minoria muçulmana dos Kakwas, onde nasceu em 1925, às margens do rio Nilo.

Na juventude, ao se alistar no Exército britânico, impressionou com seu 1,90 m de altura e 110 kg, aliados a sua habilidade no boxe, esporte no qual se tornou campeão dos pesos pesados (1951-60). Em 1952, destacou-se na repressão ao levante Mau Mau, que espalhou sangue pelo Quênia.

Ajudante de cozinheiro do regimento britânico "King's African Rifles", tornou-se oficial depois da independência de Uganda (1962) e em 1966 o presidente Milton Obote nomeou-o chefe do Exército, o trampolim ideal para conquistar o poder.

Em 1971, Amin acabou derrubando Obote. Depois de meses de moderação, impôs rapidamente a arbitrariedade como estilo de governo. Ordenou assassinatos e instaurou pelotões de execução. É acusado de 300 mil mortes. Milhares de pessoas fugiram do país durante seu governo.

Em abril de 1979, foi derrubado por rebeldes ugandenses no exílio, armados pelo presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, único que ousou enfrentá-lo no continente.

Amin Dada abandonou então Uganda e fugiu para a Líbia, mas teve que procurar um novo refúgio quando seu "irmão" Muammar Kadafi o expulsou do país.

Finalmente obteve asilo em Jidá (Arábia Saudita), diante do Mar Vermelho, onde recebeu a solidariedade muçulmana e terminou seus dias tranqüilamente, cercado por metade de seus cinqüenta filhos.



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