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Peixe luminoso geneticamente modificado nada em meio a polêmicas
17h54 - 16/01/2004


Por Natalia Martín Cantero São Francisco (EUA), 16 jan (EFE).- Nunca um animal de estimação causou tanta polêmica como "GloFish", peixe modificado geneticamente para brilhar com um vermelho intenso, e que vem inquietando cientistas e ecologistas, que são contra a alteração de uma espécie por motivos puramente econômicos.

O primeiro peixe geneticamente modificado, que começou a ser vendido este mês por cerca de dez dólares a unidade -muito acima dos 49 centavos de dólar que custa a variedade "apagada" do mesmo peixe- foi criado com um propósito bem diferente ao de iluminar o aquário com sua estranha luz vermelha.

O "Glofish" foi concebido por um grupo de cientistas da Universidade de Cingapura como um mecanismo para advertir, através da mudança de cor, a poluição na água.

No entanto, alguns empreendedores com poucos escrúpulos não demoraram muito a ver as possibilidade econômicas que este peixe poderia trazer, e apostaram em sua comercialização.

Esta espécie poderia ser afetada, sem dúvida, pela ação que duas associações de interesse público -o Centro para a Assessoria na Tecnologia e o Centro para a Segurança Alimentar- interpuseram esta semana no Governo federal dos Estados Unidos, na qual pedem para que a venda seja paralisada.

Estes se somaram ao grande grupo de cientistas e ecologistas que alegam que o gene fluorescente, que procede de uma anêmona marinha, inserido no "Glofish" utiliza por sua vez genes derivados de vírus e bactérias resistentes aos antibióticos.

Em sua ação, os grupos indicam que este peixe poderia representar uma ameaça para a saúde humana e animal caso fosse parar em vias fluviais e se cruzasse ou acabasse ingerido por outros peixes de consumo humano.

Os ecologistas querem que a Direção de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, em inglês) regule a venda do "GloFish", embora no mês passado tenha rejeitado seu regulamento porque esta espécie não é para consumo humano.

Para Andrew Kimbrell, diretor do Centro para a Segurança Alimentar, o que ocorrer com o "GloFish" é relevante porque poderia dar início a uma tendência: "A este peixe poderiam seguir centenas de animais que poderiam ser geneticamente modificados apenas para nossa diversão e enriquecimento", afirmou Kimbrell.

Por enquanto, o peixe é vendido em todo o país, menos na Califórnia, único estado americano com leis que vetam a venda de espécies transgênicas.

Sam Schumchat, representante da Comissão de Caça e Pesca da Califórnia, organismo que decidiu pela proibição, afirmou que se trata de "uma questão de princípios": "Estamos brincando com as bases genéticas da vida. Não me parece justo que produzamos um novo organismo só para que seja nosso animal de estimação".

As duas principais redes de lojas de venda de animais de estimação, PetSmart e Petco, parecem não estar totalmente convencidas, e seus porta-vozes afirmaram esta semana que não venderão o peixe -"fabricado" pela empresa Yorktown Technologies, do Texas- até que a questão tenha sido investigada mais a fundo.

O peixe -que não brilha por si só, mas reflete a luz exterior- pode representar uma novidade no que se refere a animais geneticamente modificados para uso caseiro.

A Genetic Savings & Clone, outra empresa do Texas, planeja clonar cachorros e gatos com fins comerciais. Por enquanto, está armazenando tecido congelado dos animais para que possam ser clonados quando a tecnologia estiver mais avançada.

Enquanto isso, a Universidade de Connecticut, junto com uma companhia privada (a Transgenic Pets, de Syracuse, em Nova York) está experimentando criar gatos que não afetem os humanos alérgicos a estes felinos.

No que se refere a animais luminosos, o "GloFish" é precedido por outras iniciativas, como é o caso dos "ratos verdes" criados por cientistas franceses, que injetaram nestes roedores o gene de medusas.

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