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Bush contradiz argumentação utilizada para justificar guerra
16h49 - 08/02/2004


por Fernando Puchol Washington, 8 fev (EFE).- Ante a evidência de que Iraque não possuia armas de destruição em massa, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, contradisse hoje, domingo, toda a argumentação que utilizou para justificar o ataque a esse país árabe.

Busha afirmou que a invasão ao Iraque aconteceu porque Saddam Hussein "tinha a capacidade" para fabricar armas muito perigosas.

"Pelo menos, ele tinha a capacidade para fabricar armas", disse Bush em uma entrevista transmitida hoje pelo canal de televisão NBC, dando um giro significativo à linha de argumentos que manteve antes da guerra que derrubou pela força o regime de Bagdá.

As declarações de hoje foram consideravelmente diferente às de março de 2003, quando começou a invasão e quando disse que "os dados reunidos não deixam dúvidas de que o regime do Iraque continua tendo e ocultando algumas das armas mais letais jamais concebidas".

Durante meses, Bush e todos os membros de sua administração repetiram até não poder mais que Bagdá tinha armas químicas e biológicas e que podia ter armas nucleares no prazo de um ano, mas as pesquisas posteriores demonstraram o contrário.

Bush não quis reconhecer que estavam todos equivocados e negou que os relatórios dos serviços de espionagem tenham sido manipulados para reforçar a posição de que os EUA queriam derrubar Saddam a todo custo.

"Eu e minha equipe olhamos toda a informação de inteligência disponível e a analisamos. Dela se desprendia claramente que Saddam Hussein era uma ameaça para os EUA", disse o presidente, que ressaltou que não fazer nada contra o ditador teria sido pior.

"Ele já tinha utilizado as armas (de destruição em massa). Tinha fabricado mais armas. Tinha pago terroristas suicidas para que atentassem contra Israel. Tinha estabelecido conexões terroristas.

Em outras palavras, todos esses ingredientes me diziam uma coisa: ameaça", explicou o governante.

Bush emoldurou suas decisões na nova situação internacional de luta contra o terrorismo criada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 e "na informação recopilada durante anos, não só dos analistas de nosso país, mas de todo o mundo".

"Repito que (...) não empreender ações contra o Iraque teria encorajado Saddam Hussein. Ele poderia ter desenvolvido uma arma nuclear. Não estou dizendo que imediatamente, mas com o tempo (...).

Estaríamos em uma situação de chantagem", acrescentou.

Apesar desse discurso, Bush ainda acredita que realmente há armas não convencionais no Iraque e considera a possibilidade de que elas estejam escondidas ou tenham sido enviadas a outro país.

"As armas podem ter sido destruídas durante a guerra. Saddam (Hussein) e seus aguazís podem ter acabado com elas estávamos no Iraque. Podem ter escondido tudo. Podem ter levado o material para outro país. Nós o averiguaremos", manifestou o presidente americano.

Bush descartou a possibilidade de testemunhar ante a comissão que averiguará os possíveis erros dos serviços de espionagem que leram a pensar que o Iraque dispunha de um importante arsenal não convencional.

"¿Testemunhar? Estarei encantado de me reunir com eles (os membros da comissão). Estarei encantado de compartir com eles meu conhecimento. Estarei encantado de fazer recomendações, se me deixarem", declarou Bush.

Sobre o prazo dado até março de 2005 para a publicação de suas conclusões, cinco meses depois das eleições nas quais ele disputará a reeleição, afirmou que "a razão pela qual lhe demos tanto tempo é que não queremos que isso seja feito às pressas".

Bush admitiu que a população pode pensar que ele quer evitar suas responsabilidades políticas neste assunto, ao adiar até depois das eleições de novembro as conclusões da comissão mas acrescentou: "o povo americano vai ter tempo de sobra para avaliar se tomei ou não boas decisões, se fiz bem ou não ao derrubar Saddam Hussein".

Bush definiu-se como "um presidente em tempo de guerra", que toma suas decisões em política externa "com a guerra em minha mente" e garantiu aos cidadãos que "têm um presidente que vê o mundo tal e como é; e eu vejo que os perigos existem".

Perguntado pelo o que sente ante a morte de 529 soldados em uma guerra cujos motivos estão em dúvida, disse: "estamos em guerra contra terroristas que poderiam causar grande dano aos EUA e pedi a estes jovens que se sacrificassem por isso".

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