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ONU e Kofi Annan dividem o centenário Nobel da Paz
10h41 - 12/10/2001


Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - As Nações Unidas e seu secretário-geral, Kofi Annan, foram premiados na sexta-feira com o Nobel da Paz, que neste ano completa um século, devido a seu trabalho "por um mundo mais bem organizado e pacífico".

"O Comitê Nobel Norueguês quer, no seu centenário, proclamar que a única rota negociável para a paz e a cooperação globais passa pelas Nações Unidas", disse o chefe da comissão, Gunnar Berger.

Annan, 63, nascido em Gana (oeste da África), foi decisivo para "dar nova vida à ONU", segundo os organizadores do prêmio. "Ele se levantou para novos desafios como a AIDS e o terrorismo internacional." Berger disse que os atentados de 11 de setembro contra os EUA ressaltaram os argumentos em favor da Organização das Nações Unidas (ONU) na decisão do prêmio.

Por causa do fuso horário, Annan foi acordado ainda de madrugada (hora de Nova York, sede da ONU) para receber a notícia do prêmio por seu porta-voz, Fred Eckhard. O secretário-geral disse que o Nobel foi um grande reconhecimento à organização fundada em 1945, que tem 50 mil funcionários.

Annan vai a Oslo no dia 10 de dezembro receber o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (quase 950 mil dólares), instituído pelo inventor da dinamite, Alfred Nobel. Annan e a ONU foram os escolhidos entre 136 nomes, como a Cruz Vermelha, o tribunal da ONU para crimes de guerra, a Fifa, o papa João Paulo 2o e a instituição brasileira Pastoral da Criança.

A ONU, que reúne 189 países, afirma "trabalhar para fazer o mundo um lugar melhor para as pessoas" e "promover os direitos humanos, proteger o meio-ambiente, combater as doenças, incentivar o desenvolvimento e reduzir a pobreza".

Neste ano, Annan conseguiu, sem oposição, um segundo mandato de cinco anos à frente das Nações Unidas. O embaixador indiano na ONU, Kamalesh Sharma, disse que depois do prêmio o secretário-geral será "uma celebridade global, como um astro do rock".

É a primeira vez que toda a ONU ganha o Nobel da Paz, mas várias agências suas já haviam recebido o prêmio -- a ACNUR (agência para refugiados) em 1954 e 81, a UNICEF (infância) em 1965 e as missões de paz em 1988, por exemplo. Em 1961, o secretário-geral sueco Dag Jammarskjold recebeu o prêmio postumamente.

Analistas acham que a escolha da ONU e de Annan foi feita para evitar polêmicas no ano do centenário do prêmio. O Nobel da Paz de 1901 foi dividido entre o suíço Henri Dunant, fundador da Cruz Vermelha, e o pacifista francês Frederic Passy. No ano passado, o laureado foi o presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, por seus esforços de reaproximação com a Coréia do Norte.

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