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S&P reduz o rating da dívida soberana do Brasil
20h17 - 02/07/2002


NOVA YORK (Reuters) - A Standard & Poor's reduziu na terça-feira os ratings da dívida soberana do Brasil citando pressões decorrentes do crescimento da dívida pública sobre a situação fiscal do país, em meio ao cenário das eleições presidenciais de outubro.

A S&P cortou o rating de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil de "BB-" para "B+" --quatro notas abaixo do grau de investimento-- e o rating da dívida local de "BB+" para "BB".

"Um gerenciamento fiscal ainda mais apertado é essencial para manter a relação dívida/PIB nos níveis atuais, dado a piora do perfil da dívida doméstica e as preocupações do mercado sobre incertezas políticas", disse Lisa Schineller, analista de dívida soberana da S&P.

Os mercados brasileiros têm estado agitados nas últimas semanas em um cenário de alta dívida pública com incertezas eleitorais, com o candidato governista e preferido do mercado, o tucano José Serra, ainda bem atrás do líder das pesquisas de intenção de voto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

A dívida líquida do setor público atingiu 708 bilhões de reais em maio, o equivalente a 56 por cento do PIB, uma proporção recorde sobre o Produto Interno Bruto.

A decisão da agência já era esperada pelo mercado.

"Foi inevitável, dada a volatilidade do mercado devido ao risco que o mercado está sentindo de um default caso Serra não ganhe as eleições... e não tem o que fazer até as eleições", disse Massaru Nakayasu, economista-chefe do Banco de Tokyo Mitsubishi no Brasil.

O corte feito pela S&P torna os títulos brasileiros ainda menos atrativos para administradores de fundos, já que alguns deles não podem ter em suas carteiras papéis classificados como de risco alto pelas agências.

A S&P informou também que a perspectiva para a dívida brasileira é negativa, o que significa que a agência pode reduzir ainda mais os ratings no curto prazo se persistir a turbulência dos mercados.

O movimento da S&P deixou seu rating do Brasil em linha com o de outras agências. A Moody's Investors Service cortou a perspectiva do Brasil no mês passado para negativa para títulos já classificados como "B1", também quatro notas abaixo do grau de investimento. No mesmo dia, a Fitch Ratings cortou a classificação dos títulos soberanos do Brasil.

"Isso foi muito adiado", disse Mike Cornelius, administrador do T. Rowe Price Emerging Markets Fund, acrescentando que a S&P estava apenas alcançando as outras agências.

Tanto a Moody's como a Fitch citaram preocupações similares sobre a sustentabilidade do cronograma de pagamentos da dívida.



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