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Aécio Neves dispara em Minas com apoio de Itamar
17h25 - 28/08/2002


BELO HORIZONTE (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB), lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais com apoio de nove partidos, muito à frente de um conhecido cacique da política mineira, o vice-governador Newton Cardoso (PMDB).

Estão com Aécio Neves, além do PSDB, PFL, PPB, PV, PSC, PAN, PTN, PRTB e PHS. Mais do que a ampla aliança partidária, no entanto, o que tem pesado a favor do tucano é o apoio do atual governador, Itamar Franco (sem partido). Ele é um dos principais articuladores da campanha de Aécio e tem percorrido o interior do Estado ao lado do candidato.

Depois que o vice, o ex-governador Newton Cardoso, não aceitou desistir da disputa na convenção do PMDB de Minas em junho, Itamar resolveu desfiliar-se do partido e anunciar seu apoio a Aécio. Credita-se ao prestígio de Itamar um verdadeiro racha no PMDB. Pelo menos 96 dos 231 prefeitos do PMDB já comunicaram oficialmente apoio à candidatura de Aécio.

Segundo a última pesquisa divulgada no dia 22 de agosto pelo Instituto Sensus, o neto de Tancredo Neves --um dos maiores ícones da política do Estado-- tem 41,5 por cento das intenções de voto, quase 20 pontos percentuais à frente de Newtão, como é conhecido o ex-governador.

Aécio e Itamar sempre mantiveram relações amistosas apesar das duras críticas do governador à gestão do PSDB no Palácio do Planalto. Acabaram aproximando-se mais durante as negociações do acerto de contas entre o Estado e a União, no primeiro semestre do ano. Com um rombo financeiro em torno de 1,6 bilhão de reais, o governo mineiro reivindica créditos de mais de 2 bilhões de reais junto ao governo federal.

Antes mesmo de oficializar sua candidatura ao governo mineiro, Aécio assumiu o papel de intermediário dos pedidos de Minas junto ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, e ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

Mas esse empenho do candidato ainda não surtiu efeito. Até agora, nenhum recurso extra foi liberado para o governo mineiro. Ainda assim, o candidato, que lançará na quinta-feira seu programa de governo, já colhe os frutos do seu papel de intermediário entre Itamar e FHC.

Além dos dissidentes do PMDB, Aécio Neves conta com apoio informal dos partidos da Frente Trabalhista --PPS-PDT-PTB--, do presidenciável Ciro Gomes. "Aécio é o melhor para Minas", relembra Ciro sempre que está em Minas.

Boa parte do PFL, que indicou o vice Clésio Andrade na chapa de Aécio, está informalmente com Ciro na disputa presidencial. Em troca, a Frente Trabalhista em Minas está com o tucano.

Rompido com o governador do Estado e isolado no PMDB, Newton Cardoso pretende jogar todas as fichas no programa eleitoral gratuito para evitar que Aécio ganhe o pleito já no primeiro turno. Pela pesquisa do Instituto Sensus de 22 de agosto, o vice-governador tem 21,6 por cento das intenções de voto.

Com problemas financeiros na campanha, o peemedebista vem descumprindo compromissos de campanha com candidatos do partido e perdendo aliados. O episódio mais recente é a aproximação entre o candidato ao Senado, Hélio Costa, com a campanha de Aécio Neves.

O deputado federal candidato ao Senado pelo PMDB já participou de pelo menos um comício no qual Itamar pedia votos para o tucano Aécio. Na terça-feira, o governador anunciou a realização de um comício no interior que reunirá Costa e Aécio no mesmo palanque.

Hélio Costa é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Senado e não tem disfarçado a intenção de colar-se ao prestígio de Itamar Franco para garantir sua eleição. O ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) lidera as pesquisas para o Senado.

Além de Newton Cardoso, nenhum outro candidato parece ter chances de chegar ao segundo turno na disputa mineira. A diferença entre ele e o terceiro colocado é quase tão grande quanto a que o separa de Aécio Neves.

O deputado federal Nilmário Miranda, da coligação PT-PL, tem 3,7 por cento das intenções de voto de acordo com a pesquisa do instituto Sensus. A candidata do PSB, Margarida Vieira, tem 1,4 por cento.

(Por Eduardo Ferrari, especial para a Reuters)



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