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MP contesta depoimento de Paulinho, vice de Ciro acusa governo
17h53 - 06/09/2002


SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta sexta-feira um documento que contradiz partes do depoimento prestado pela manhã por Paulo Pereira da Silva, vice na chapa do candidato da Frente Trabalhista Ciro Gomes. No depoimento, Paulinho acusou o governo pelas suspeitas levantadas e alegou ser vítima de "armação política."

Paulinho também negou a existência de qualquer relação entre o Banco da Terra e a Força Sindical --entidade da qual é presidente licenciado e acusou o governo de estar patrocinando uma "armação" contra ele e a candidatura de Ciro.

Mas para o procurador que investiga as denúncias de superfaturamento na compra da Fazenda Ceres, em Piraju (interior paulista), Célio Vieira da Silva, a Força teria tido participação da liberação de dinheiro para compra do imóvel, por meio do Banco da Terra.

A fazenda foi financiada com verbas públicas, e a suspeita é de que tenha havido desvio de R$ 1 milhão.

Após o depoimento de Paulinho, Célio apresentou um documento com o timbre da Força e do Banco da Terra.

Nele, uma assinatura de Paulinho autoriza "procedimentos para efetivar a contratação e liberação" de verbas para a compra de uma fazenda em uma cidade próxima a Piraju. A data do documento é da véspera da aquisição da Ceres.

Em entrevista coletiva, o procurador afirmou que o documento "mostra que ele realmente administrava o Banco da Terra e sua unidade técnica".

Em seu depoimento, Paulinho declarou que a Força não tem nenhuma ligação com o Banco, e que a entidade apenas participou do treinamento dos trabalhadores que foram beneficiados com a compra da fazenda.

O documento foi apresentado à imprensa após Paulinho ter deixado o MPF, e por isso o candidato não pôde rebater as acusações.

PAULINHO ALEGA SOFRER "ARMAÇÃO"

Em seu depoimento, Paulinho classificou as investigações contra ele de "grande armação política", criticou o adversário José Serra (PSDB), a Controladoria Geral da República e o procurador que o investiga.

Ele depôs durante cerca de duas horas na manhã desta sexta em São Paulo. Ele chegou ao prédio do MPF, no centro da capital, trazido nos ombros por cerca de 500 militantes da Frente Trabalhista e da Força Sindical.

Os militantes fizeram uma manifestação em frente ao prédio durante todo o tempo que durou o depoimento.

O vice de Ciro classificou de "parcial" a postura do procurador. Segundo ele, Célio estaria atuando para favorecer a candidatura de Serra.

Paulinho também reafirmou que vai processar o procurador, a ministra Anadyr Mendonça Rodrigues e a União, pelas suspeitas levantadas contra ele.

Depois do depoimento, o vice de Ciro discursou para os manifestantes e afirmou ter se sentido como "um palhaço".

Ele fez duros ataques à ministra-chefe da Controladoria Geral da União, a quem classificou de "amarga e mal-amada".

Na quarta-feira, Anadyr divulgou uma nota pedindo que o Ministério do Trabalho fiscalizasse as contas da Força Sindical e suspendesse os repasses de verba do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) à central sindical.

O coordenador político da campanha de Ciro, João Herrmann, usou um nariz de palhaço e ficou ao lado de Paulinho enquanto durou o discurso do ex-sindicalista.

Herrmann carregou nos ataques contra Serra, que classificou de "bandido, facínora e bandoleiro".

Depois de autorizar a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, Paulinho disponibilizou ao MPF seu sigilo telefônico. Mais uma vez, o vice de Ciro desafiou o adversário tucano a fazer o mesmo.

Ele citou as acusações feitas pelo então deputado federal pelo PMDB, Flávio da Cunha Flores Bierrenbach, que disse que Serra "entrou pobre e saiu rico" da Secretaria do Planejamento do governo Franco Montoro, em 86.

"Nós não temos nada a esconder. Quero que o candidato do governo explique como entrou pobre e saiu rico", disse Paulinho.

(Por Angelina Matos, especial para a Reuters)



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