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Zeca do PT é reeleito governador no MS em disputa acirrada
21h21 - 27/10/2002


CAMPO GRANDE (Reuters) - Após uma disputa acirrada, o governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, reelegeu-se governador em embate contra a candidata do PSDB, deputada federal Marisa Serrano.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,01 por cento das urnas apuradas, Zeca tinha 53,72 por cento dos votos válidos, contra 46,28 por cento de Marisa.

Cerca de 20 mil pessoas comemoram a vitória petista na Avenida Afonso Pena na noite deste domingo.

O governador reeleito disse que vai conversar na próxima semana com Luiz Inácio Lula da Silva para fazer sugestão sobre a administração petista no Brasil. A boca-de-urna do Ibope, apresentou o governador com 54 por cento dos votos válidos, no limite do empate técnico com Marisa, com 46 por cento. A pesquisa foi feita com 1.050 eleitores, e tem margem de erro de 4 por cento, para mais ou para menos.

Em Corumbá, terceiro maior colégio eleitoral do Estado, Zeca do PT obteve um dos seus melhores desempenhos, com 68,2 por cento dos votos válidos, contra 31,8 por cento, em apuração encerrada às 19 horas. Mas nos dois principais colégios eleitorais, na capital, Campo Grande, e Dourados, a disputa foi acirrada. Zeca conseguiu 20 mil votos a mais que Marisa, e fechou a eleição na capital com 53 por cento, contra 47 por cento de Marisa.

Em Dourados, a diferença pró-reeleição chegou a 51,8 por cento contra 48,2 por cento. Os dois candidatos votaram pela manhã e passaram o dia acompanhando o processo em casa. Cerca de 70 denúncias se acumularam na Corregedoria do TRE-MS até metade do dia e a eleição ocorreu sem grandes problemas nos principais colégios eleitorais do Estado.

"Eles votaram e foram para casa para não tumultuar o processo eleitoral e manter o pessoal calmo, para não haver confronto. Quando o candidato vai às seções eleitorais, entram militantes e isso embaraça o serviço da Justiça Eleitoral", justificou o técnico da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Edson Lira, sobre determinação do juiz eleitoral Renato Pavan.

Antes da confirmação, Zeca do PT atribuiu sua provável vitória à mobilização de classe sociais menos favorecidas, aos militantes e às alianças amplas iniciadas em sua campanha de 1998, então criticadas.

"Acreditamos na vitória devido à ampliação de alianças com o PL, PST, PMN, além do PC do B e PDT, à militância, que vestiu a camisa e ao apoio das comunidades mais pobres, das classes C, D e E. O voto das classes A e B nutre um preconceito contra nós, como nutriam contra Lula", avaliou.

A tucana Marisa Serrano não quis se pronunciar neste domingo sobre a eleição, o que deve ser feito em entrevista coletiva nesta segunda-feira à tarde. "Concordamos que o Zeca ganhou, mas a Marisa vai se pronunciar amanhã, até às 14 horas. Ela está reunida com seu grupo político para decidir a forma de se pronunciar", informou o assessor de imprensa Wilson Morales.

A troca de acusações foi constante na campanha e se acentuou ainda mais no segundo turno. Segundo a Corregedoria do TRE-MS, cerca de 200 denúncias chegaram, no período, ao órgão pelo serviço de Disque-Denúncia, motivadas por abuso do poder econômico e propaganda irregular.

Entre os incidentes da eleição em Mato Grosso do Sul foram registrados neste domingo a prisão de 23 pessoas no sul do Estado, devido à compra de voto e boca-de-urna, além da detenção do prefeito do município de Antônio João, Dácio Queiroz (PMDB), e o ex-prefeito de Ribas do Rio Pardo, José Ramos. Ambos estavam cometendo, segundo a Polícia Civil, crime eleitoral ao tentar comprar voto para a candidata Marisa Serrano.

O Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS) substituiu 34 urnas eletrônicas, 10 das quais em Campo Grande, na capital. Em cinco municípios, segundo a assessoria do tribunal, houve votação manual, com cédulas de papel, entre eles Dourados, segundo colégio eleitoral, e Três Lagoas.

(Por Jonas da Silva, especial para a Reuters)



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