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Transplante de rosto não é mais ficção científica, diz médico
14h59 - 27/11/2002


Por Ben Harding

LONDRES (Reuters) - Transplantes totais de rosto não são mais ficção científica, disse um importante cirurgião na quarta-feira. Eles são tecnicamente possíveis, mas complexos do ponto de vista científico.

Peter Butler, do Hospital Royal Free, em Londres, pediu um debate sobre a ética desse tipo de operação, que seria possível com o uso de novas drogas que evitam que o sistema imunológico do corpo rejeite o rosto transplantado.

"A questão não é 'podemos fazer isso?', mas 'devemos fazer isso?"', disse Butler à BBC.

"A parte técnica não é complexa, não acho que essa será a maior dificuldade. O debate ético e moral obviamente terá de acontecer antes do primeiro transplante facial."

A Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos organiza seu encontro de inverno na quarta-feira e irá discutir o procedimento microcirúrgico. Com o transplante facial, pacientes desfigurados por acidentes, queimaduras ou câncer poderiam receber pele, ossos, nariz, queixo, lábios e orelhas novos de doadores mortos.

Os cirurgiões, no entanto, poderiam enfrentar problemas para encontrar doadores suficientes. Uma pesquisa realizada por Butler com médicos, enfermeiros e membros da sociedade mostrou que a maioria aceitaria um transplante facial, mas poucos doariam a própria face após a morte.

O especialista disse que uma das técnicas possíveis envolveria o transplante de um "envelope externo" de gordura, pele e vasos sanguíneos em ossos existentes, deixando os pacientes com muitas das próprias características.

Mas, assim como no filme de ficção científica "A Outra Face", outro procedimento mais complexo também transplantaria ossos de suporte, de modo que o paciente ficaria parecido com o doador. No filme de John Woo, Nicolas Cage é um criminoso que troca de rosto com seu inimigo, John Travolta, usando uma tecnologia a laser.

Apesar das preocupações éticas, Christine Piff, que fundou a organização Let's Face It após sofrer um câncer facial raro há 25 anos, recebeu a notícia da possibilidade de transplantes faciais com otimismo.

Ela rejeitou a idéia de que o procedimento significaria que as pessoas viveriam com o rosto de uma pessoa que já morreu.

"Há tantas pessoas sem rostos. Eu tenho metade do rosto. Mas somos muito mais do que só um rosto. Não se pode tirar a personalidade", disse ela à Reuters. "Se você pode doar outros órgãos do corpo, por que não o rosto? Não vejo nada de errado com isso."



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