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João Paulo Cunha é eleito presidente da Câmara com 434
20h49 - 02/02/2003


BRASÍLIA (Reuters) - O petista João Paulo Cunha (SP) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados neste domingo com 434 votos, tornando-se o primeiro parlamentar do PT a conquistar o posto e o mais votados em uma eleição na Casa desde 1991.

Houve 50 votos em branco e nove nulos. Um deputado presente à sessão não quis votar e 14, dos 508 que tomaram posse no sábado, estiveram ausentes da votação.

Familiares do petista, em peso nas galerias da Câmara, fizera um coro animado para o deputado: "Tio João Paulo, tio João Paulo". Alguns deputados, para brincarem com o novo presidente da Casa, ecoaram a claque no plenário.

O deputado era candidato único, fruto de um pré-acordo entre PT e PMDB para respeitarem a tradição do Congresso de colocar na presidência da Câmara e do Senado representantes das maiores bancadas em cada uma das Casas.

Enquanto no Senado houve uma complicada disputa inicial dentro do PMDB --entre o líder da bancada, Renan Calheiros (AL), e o ex-presidente José Sarney (AP), com forte atuação do governo em favor deste último, aliado de primeira hora na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva--, o nome de João Paulo para presidir a Câmara estava definido desde o final do ano passado.

Para evitar surpresas, no entanto, o deputado, ex-metalúrgico e um dos fundadores do PT, resolveu fazer campanha e costurar apoio além dos partidos aliados do governo e do PMDB. Sua eleição ficou sacramentada quando os dois partidos de oposição à administração Lula --PFL e PSDB-- afirmaram que respeitariam a tradição da maior bancada e apoiariam o petista.

BOM DESEMPENHO

As preocupações João Paulo até tinham alguma lógica. Em duas ocasiões nas últimas eleições para a presidência da Câmara, mesmo não tendo a maior bancada o PT lançou candidatos na contramão da tradição --o atual presidente do partido, José Genoino, em 1995, e o hoje líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), em 2001.

Mas desde 1991, quando Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) teve os mesmos 434 votos, também como candidato único, um deputado não era tão bem votado para o cargo.

Nesse período, o segundo mais votado foi Michel Temer (PMDB-SP), eleito pela segunda vez em 1999, também como candidato único, com 422 votos. Dois anos antes, havia obtido 257 votos, enfrentando dois adversários.

Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) foi eleito em 1995 com 384 votos na disputa com Genoino. Para o biênio anterior, Inocêncio Oliveira obteve 311 votos com um adversário no páreo. Já há dois anos, o agora governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), foi eleito com 283 votos, tendo quatro adversários: Inocêncio Oliveira (PFL-PE), Aloizio Mercadante (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PL-SP) e Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Antes disso, um dos mais respeitados parlamentares do país, Ulysses Guimarães também obteve votações baixas, sempre com outros candidatos na disputa: 245 votos, em 1985, e 299 votos, em 1987.

(Reportagem de Katia Guimarães, especial para a Reuters, e Cláudia Pires; edição de Alexandre Caverni)



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