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Mistura de Deus e guerra no discurso de Bush irrita europeus
12h19 - 04/04/2003


Por Tom Heneghan

PARIS (Reuters) - O tom religioso dos discursos do presidente norte-americano George W. Bush vem se tornando cada vez mais irritante para muitos ouvidos na Europa, onde líderes que invocam Deus em tempo de guerra em geral são suspeitos de abusar da fé para fins políticos.

Ninguém menos que o presidente da Alemanha, o primeiro-ministro francês e o ministro do Exterior da Bélgica se juntaram a líderes religiosos na expressão de sua preocupação quanto às crenças de Bush e ao papel da religião na política dos Estados Unidos.

Os comentaristas da mídia, especialmente em países do norte da Europa, de tradição protestante, classificam as visões evangélicas de Bush como fundamentalismo cristão, e há até quem as compare ao fundamentalismo islâmico de Osama bin Laden.

A discussão reflete tanto a muito difundida oposição à guerra na Europa quanto uma cisão mais profunda entre um continente onde a fé religiosa está em baixa e os Estados Unidos, país no qual os valores religiosos têm hoje, provavelmente, um papel político mais importante que nunca.

O presidente alemão Johannes Rau, filho de um pastor protestante e ele mesmo num homem declaradamente religioso, reagiu com aspereza esta semana, em entrevista na TV, a informações na imprensa de que Bush acreditava que derrotar o presidente iraquiano Saddam Hussein era parte de um plano divino.

"A mensagem de George Bush é completamente unilateral. Não creio que as pessoas recebam um sinal de Deus para que libertem outras pessoas", disse. "Em ponto nenhum da Bíblia há um apelo por cruzadas".

O ministro do Exterior belga Louis Michel, crítico declarado da guerra, disse antes do começo das hostilidades, no mês passado, que via um avanço do fundamentalismo cristão em Washington, acrescentando que "isso evidentemente é um ponto de partida perigoso."

O primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin, perguntado sobre a matéria de capa de uma revista semanal norte-americana, cujo tema era Bush e Deus, respondeu à revista Le Point que "de maneira alguma se pode pedir a Deus um voto de confiança."

"Creio que as crenças religiosas de George Bush sejam genuínas", disse o cardeal Karl Lehman, que preside a Conferência dos Bispos Alemães, a uma publicação católica. "Mas a maneira descuidada com que ele usa linguagem religiosa não é mais aceitável no mundo moderno".



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