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Novo tremor provoca pânico na Argélia
08h00 - 28/05/2003


Por Paul de Bendern

ARGEL (Reuters) - Um novo tremor de terra atingiu a Argélia na quarta-feira, provocando pânico no país que ainda está se recuperando de um terremoto que matou 2.200 pessoas na semana passada e do tremor secundário da terça-feira, que pode ter enterrado muitas pessoas vivas.

"As pessoas estavam tomando café da manhã quando de repente tudo balançou, os pratos, os copos, os talheres. Ouvi uma pessoa dizendo 'de novo não"', afirmou um correspondente da Reuters que está no maior hotel de Argel.

Não houve registro imediato de feridos ou danos no tremor de quarta-feira -- que atingiu 5,2 graus na escala Richter --, mas o medo tomou conta da Argélia. O tremor de terça-feira deixou 187 feridos.

Centenas de pessoas dormiram nas ruas de Argel na noite de terça-feira, com medo de voltar para casa. Cenas parecidas foram vistas na região atingida pelo terremoto.

"Estou em Reghaia e há pânico real aqui. As pessoas estão com medo. Elas não sabem o que fazer", disse uma mulher, com voz trêmula, à rádio estatal. "Eu não sei quando poderemos voltar para nossa casa, nós que ainda temos casa."

O terremoto da semana passada foi o mais grave no país desde 1980, quando um tremor matou 3.000 pessoas. O tremor de terça-feira balançou prédios e soterrou pelo menos três pessoas vivas, disseram autoridades. Algumas testemunhas disseram que pelo menos nove pessoas estão desaparecidas.

Um funcionários de uma equipe de resgate na cidade costeira de Reghaia disse que muitas pessoas foram soterradas em um prédio de 15 andares, onde estavam recolhendo objetos pessoais.

Autoridades disseram que o tremor de terça-feira atingiu 5,8 graus na escala Richter e seu epicentro foi em Zemmouri, 50 quilômetros a leste de Argel.

O epicentro do terremoto de 6,7 graus na escala Richter da última quarta-feira também foi perto de Zemmouri e aconteceu no mesmo horário.

A última contagem oficial registrou 2.218 mortos e 9.497 feridos no terremoto da semana passada. Cerca de 20 mil pessoas ficaram sem casa. Centenas podem estar soterradas.

A população acusou o governo de fazer pouco para ajudar os desabrigados e de não ter fiscalizado as obras na área afetada.

O presidente Abdelaziz Bouteflika, que deverá concorrer à reeleição no próximo ano, ordenou uma investigação sobre o motivo da queda de tantos edifícios. O primeiro-ministro Ahmed Ouyahia disse que em duas semanas serão oferecidos abrigos temporários para os desabrigados.



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